Todos os estudos técnicos contratados para analisar a volta dos navios de cruzeiro a Vitória deram viabilidade. Então, o que está faltando para que uma das alavancas principais para impulsionar o turismo de lazer do Espírito Santo saia do papel? Encontrar locais adequados para o desembarque dos passageiros. Falta "apenas" isso. O que parece simples não é tão simples assim. Os levantamentos feitos pela USP mostram que o desembarque, para ser confortável (sem que as lanchas e/ou escunas balancem muito), precisa ser feito entre a Ilha do Boi e o final da Praia de Camburi, em Jardim Camburi. A entrada dessas embarcações de pequeno porte pela Baía de Vitória, por causa das correntes, não tem conforto garantido sempre.
Lembrando que os navios cresceram muito na última década e não é mais possível que eles cheguem até o Centro de Vitória, como era feito no passado. Pelos estudos da USP, os cruzeiros, caso de fato venham, ficariam fundeados na entrada da Baía de Vitória, próximo ao canal hoje utilizado pelas embarcações que vão para o Porto de Tubarão. Claro, sem atrapalhar as operações.
A Senac já encomendou estudos para ampliar o píer do hotel, na entrada da Ilha do Boi. Mas não é suficiente para receber, sozinho, o fluxo de pessoas que chegam em uma embarcação desse porte. Por isso, é essencial encontrar novas alternativas de atracação para que a coisa ande. É importante que governo do Estado e Prefeitura de Vitória entrem firme no circuito. Foram analisadas inclusive possibilidades em Guarapari, mas não foi à frente.
O impacto na economia é forte. Na média, são 2 mil visitantes por parada de cruzeiro. O gasto de cada um fica entre R$ 600 e R$ 800, ou seja, uma parada pode movimentar até R$ 1,6 milhão. Até o final da década passada, Santa Catarina não recebia, na última temporada, foram mais de 100...
Quando o estudo técnico da USP dando viabilidade para a volta dos cruzeiros ficou pronto, em fevereiro de 2024, a previsão original era de que já houvesse navios por aqui, pelo menos para teste, na temporada 2025/2026. Por ora, nada feito.