A Apex Partners, plataforma de investimento fundada no Espírito Santo e com atuação em mais quatro estados e Portugal, acaba de fazer uma rodada para captar R$ 101 milhões em dinheiro novo. Outros pouco mais de R$ 70 milhões estão para uma reorganização acionária que aumentou o poder dos sócios fundadores da companhia. Hoje, eles têm 41% das ações. Sócios importantes, caso do BTG, que passou para 11,5% de participação, foram diluídos no movimento. Não se tratou de algo simples, a Apex tem mais de 100 acionistas. O objetivo central é consolidar a estratégia de penetração regional - com fusões, aquisições, novos parceiros, forte crescimento orgânico e entrada em novos mercados - para, em 2028, fazer uma rodada de captação internacional de recursos. A ideia é levantar entre US$ 80 milhões e US$ 100 milhões (entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões a preço de hoje).
"A Apex segue firme para tornar-se, com independência, o principal banco de investimento regional do Brasil. O movimento de agora foi importante para fazermos essa organização societária, temos gente estratégica aqui dentro, e para ganharmos fôlego para a expansão dos próximos anos. Vamos consolidar os hubs atuais e fazer aquisições em novas praças. Queremos estar em 35 cidades de dez estados até 2032. Temos um PIB que é espalhado pelo Brasil, mas o mercado financeiro segue muito concentrado em São Paulo. São muitas as oportunidades de crescimento e estamos olhando para elas", explicou o fundador e CEO da Apex, Fernando Cinelli, grande arquiteto do movimento.
A injeção de recurso estrangeiro, prevista para 2028, viria em um momento fundamental, já que o objetivo é alcançar o status de banco de investimento em 2030. "É algo que virá para nos dar mais força financeira e como instituição. Nossos objetivos são grandes, ter parceiros internacionais é importante. Claro que o capital é fundamental, mas queremos também as ideias, atrair gente de fora. É estratégico para o projeto. Temos uma governança e uma direção muito bem estabelecidas pelo bloco controlador, estamos em busca do nosso objetivo maior", pontua Cinelli.
A última rodada de captação foi a quinta feita desde a fundação, em 2013. Vários sócios importantes, caso dos empresários Américo Buaiz (do Grupo Buaiz) e Luis Cordeiro (Estel e Placas do Brasil), entraram nessas captações e, além de sócios, cumprem um papel fundamental como conselheiros informais. A Apex Partners tem, hoje, R$ 17 bilhões sob a sua gestão. O plano de negócios prevê uma forte expansão de receitas até 2032, batendo em R$ 957 milhões.
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