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Ministro do STF

Toffoli diz que Bolsonaro foi a encontro em sua casa por amizade

Jantar, do qual participaram Davi Alcolumbre e Kassio Nunes, ocorreu neste sábado (3)

Publicado em 04 de Outubro de 2020 às 17:46

Redação de A Gazeta

Publicado em 

04 out 2020 às 17:46
Presidente Jair Bolsonaro e ministro Dias Toffoli durante sessão do Supremo Tribunal Federal
Presidente Jair Bolsonaro e ministro Dias Toffoli durante sessão do Supremo Tribunal Federal Crédito: Nelson Jr./SCO/STF
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli diz que o presidente Jair Bolsonaro foi à casa dele na noite deste sábado (3) por "amizade".
Além do mandatário, estavam na residência do magistrado Kassio Nunes, indicado para substituir Celso de Mello no tribunal, e Davi Alcolumbre (DEM-AP), que comanda o Senado.
Segundo ex-presidente da corte, a sabatina dos senadores a que Kassio, juiz federal do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), ainda terá de ser submetido não foi tema de conversas na ocasião.
Os convites partiram de Toffoli. O ministro disse que enviou uma mensagem e chamou Bolsonaro para assistir ao jogo do Palmeiras contra o Ceará na sua casa. Ambos são palmeirenses.
"Eu tenho uma boa relação com o presidente. Não sou amigo íntimo, mas ele veio aqui porque se sente bem", afirmou.
No local, havia outras pessoas, como o ex-ministro da Segurança Pública Raul Jungmann e um dos ex-donos do restaurante Piantella, Marco Aurélio Costa.
Segundo relatos, chegaram aos menos dois carregamentos de 16 pizzas para os convidados e as equipes de Bolsonaro e Alcolumbre. Ao final do encontro, quando o presidente já havia deixado a casa, os presentes ouviram músicas da banda Queen.
Nos bastidores, Toffoli tem dito que é preciso manter a harmonia entre os Poderes e que não há nenhum prejuízo de que a cúpula deles se reúna.
A relação de Bolsonaro com Tofolli e outro integrante da chamada ala garantista do STF, Gilmar Mendes, já causou desconforto ao atual presidente do tribunal, Luiz Fux.
Quando decidiu por Kassio para a vaga de Celso de Mello, na última terça-feira (29), Bolsonaro levou o escolhido até a casa de Gilmar, onde estavam Toffoli e Alcolumbre, e avisou que pretendia indicá-lo.
Fux só soube da intenção do presidente no dia seguinte por terceiros. O ministro ficou contrariado por avaliar que foi preterido da articulação sendo ele próprio o presidente do Supremo.

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