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Senadores se irritam com silêncio de Silveira na CPI da Covid

O advogado da Precisa Medicamentos se negou a responder parlamentares. Presidente Omar Aziz (PSD-AM) suspendeu a sessão para "tomar algumas providências"

Publicado em 18/08/2021 às 15h24
Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPIPANDEMIA) realiza oitiva do advogado da Precisa Medicamentos.
Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPIPANDEMIA) realiza oitiva do advogado da Precisa Medicamentos. Crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado

Repetindo o mal-estar de outros depoimentos à CPI da Covid, senadores se irritaram com a postura de Túlio Silveira, advogado da Precisa Medicamentos, que optou por não responder questionamentos sobre sua atuação na aquisição da vacina indiana Covaxin pelo governo Bolsonaro. Presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM) não escondeu a frustração. "Não estou investigando a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), estou investigando um cidadão que estava no meio disso, mas não pode, virou um não me toque", disse Aziz. Silveira argumenta que pode ficar em silêncio para não ferir o sigilo profissional de sua relação de advogado da Precisa.

"O que estamos fazendo aqui é investigando. A gente não investiga as Forças Armadas, não investiga a OAB, as igrejas católicas e evangélicas, mas pessoas que estão envolvidas com falcatruas, sejam elas pessoas que estão dentro das Forças Armadas, dentro de igrejas, dentro da OAB", continuou Aziz, fazendo referência a outro episódio da CPI que gerou polêmica, quando o senador disse existir um "lado podre" das Forças Armadas, de envolvidos com falcatrua dentro do governo.

Aziz reagiu após o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), o questionar sobre a postura de Silveira, que não respondeu perguntas sobre sua atuação dentro da Precisa, empresa responsável por intermediar a compra da vacina indiana Covaxin. Silveira também manteve o silêncio quando foi perguntado sobre outras questões não relacionadas à empresa, o que irritou ainda mais os senadores.

O advogado não quis responder, por exemplo, sobre sua relação com o presidente Jair Bolsonaro ou se já trabalhou dentro do Ministério da Saúde ocupando cargo de comissão. Integrantes da CPI reclamam que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que libera Silveira de responder questões que possam incriminá-lo, tem limites, o que obriga o advogado a responder sobre tais situações.

Antes de suspender a sessão para intervalo, Aziz afirmou que tomaria "providências" sobre a situação. "Eu prefiro que o senhor me desrespeite e me responda. Mas acaba com esse 'com todo respeito' porque isso é falta de respeito. Eu vou suspender a sessão e depois a gente conversa. Eu vou tomar algumas providências", disse o senador.

Durante a sessão, o senador Humberto Costa (PT-PE) também alegou que Silveira já advogou por 25 vezes para a VTCLog, outra empresa que tem contratos com o Ministério da Saúde e está na mira da CPI da Covid.

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