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Segundo OMS, vacinas mantém proteção contra variantes, mas há lacunas nas evidências

Diretora do Departamento de Imunização disse que a OMS ainda precisa coletar informações que mostrem como cada imunizante responde a cada uma das cepas do vírus em circulação

Publicado em 28/07/2021 às 12h30
Vacinas
Frascos das vacinas Coronavac, Astrazeneca, e Pfizer-BioNTech. Crédito: Carlos Alberto Silva

Diretora do Departamento de Imunização, Vacinas e Produtos Biológicos da Organização Mundial da Saúde (OMS), Katherine O'Brien afirmou que, apesar de haver algumas "lacunas" nas evidências sobre a eficácia das vacinas contra as variantes do coronavírus, os produtos, no geral, mantém a proteção contra casos graves e hospitalizações provocadas pela covid-19.

Durante sessão de perguntas e respostas nesta quarta-feira (28), O'Brien disse que a OMS ainda precisa coletar informações que mostrem, de forma detalhada, como cada imunizante responde a cada uma das cepas do vírus em circulação. Até lá, a especialista afirmou que a população pode confiar nas vacinas.

Preocupada com o baixo suprimento dos produtos em regiões mais pobres do planeta, O'Brien disse que não é recomendável que países administrem doses de reforço das vacinas neste momento. Segundo ela, ainda não há evidência suficiente que prove que esta prática é benéfica.

Sobre a possibilidade de tomar diferentes imunizantes, a especialista afirmou que, por enquanto, somente a mistura de uma primeira dose da vacina da AstraZeneca com uma segunda dose dos produtos da Moderna ou Pfizer se mostrou eficaz. Até que mais informações sejam fornecidas sobre o tópico, ela recomendou a busca por doses da mesma vacina.

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