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Salles levou celular à PF, mas não deu a senha para investigadores

Alvo da Operação Akuanduba, o ministro não foi encontrado nos endereços citados no dia da 19 de maio. Dezenove dias depois, Salles entregou o telefone

Publicado em 21/06/2021 às 16h32
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, durante cerimônia de sansão do projeto de lei (PL 1.095/2019) que aumenta pena para crimes de maus-tratos a animais.
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, entregou seu celular à Polícia Federal, mas não forneceu a senha do aparelho, o que dificulta o acesso de investigadores.

Alvo da Akuanduba, o ministro de Jair Bolsonaro não foi encontrado nos endereços citados no dia da deflagração da operação, em 19 de maio, e, por isso, não teve o celular apreendido. Dezenove dias depois, sob pressão, Salles entregou por conta própria seu telefone à PF.

A defesa alegou que o celular não tinha sido requerido na data da diligência.

Salles, ou qualquer outro investigado, não tem obrigação de entregar a senha do celular para a polícia. A Constituição não obriga qualquer pessoa a produzir provas contra si. A postura do alvo, porém, é levada em consideração na apuração. Procurado pela reportagem, o ministro não se manifestou.

Autorizada por Alexandre de Moraes, do STF, a operação mira suposto favorecimento a empresários do setor de madeiras por meio da modificação de regras com o objetivo de regularizar cargas apreendidas no exterior.

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