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Randolfe afirma que há possibilidade de Queiroga ser reconvocado na CPI

O vice-presidente da CPI avaliou que, apesar da possibilidade de uma nova convocação, os depoimentos para o mês de maio já estão agendados e não devem ter alteração na agenda

Publicado em 10/05/2021 às 15h20
Indicado para exercer o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques; senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP); presidente da CCJ, senadora Simone Tebet (MDB-MS).
Indicado para exercer o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques; senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP); presidente da CCJ, senadora Simone Tebet (MDB-MS). Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid e líder da Oposição no Senado, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), reforçou críticas ao depoimento do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na comissão e afirmou que, para a maioria dos membros da CPI, "as respostas não foram satisfatórias". Segundo ele, "há elementos que fortalecem talvez a possibilidade de uma reconvocação".

Em entrevista à CNN Brasil, Randolfe avaliou que, apesar da possibilidade de uma nova convocação, os depoimentos para o mês de maio já estão agendados e não devem ter alteração na agenda. Segundo ele, na próxima semana, devem ser ouvidos o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, na quarta-feira (19), e o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, na quinta-feira (20).

De acordo com o parlamentar, os depoimentos dos ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, na semana passada, apontaram para um "comando paralelo" na gestão do Ministério da Saúde. Em sua avaliação, enquanto de um lado há uma influência da ciência, de outro, há influência do Palácio do Planalto, comandada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Questionado sobre a possibilidade de Pazuello adiar novamente seu depoimento, o senador garantiu que tais tentativas não terão sucesso. De acordo com especulações, o ex-ministro se articula para conseguir um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar o depoimento como testemunha. Nestas situações, o depoente se compromete a falar a verdade, e caso minta, pode responder por crime.

Segundo Randolfe, a estratégia se trata de um artifício jurídico. "Pazuello será convocado à CPI como testemunha", garantiu. "Eu, particularmente, não acredito que ele [habeas corpus] seja concedido".

Para a agenda da CPI na semana, Randolfe afirma que os depoimentos estão sendo escalados sob uma estratégia de possível conexão entre depoimentos sobre a aquisição de vacinas. Como exemplo, o senador afirma que há especulação de que a fala de Fabio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação do governo federal, nesta quarta-feira (12), deve ter alguma conexão com os depoimentos de Marta Díez, presidente da Pfizer no Brasil, e seu antecessor, Carlos Murillo, nesta quinta-feira (13). "Compreendemos que Wajngarten tem informações preciosas sobre a gestão de Pazuello em relação à aquisição de vacinas da Pfizer", afirmou.

Nesta semana, o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, também prestará depoimento na terça-feira (11). Segundo Randolfe, vão ser avaliadas possíveis intervenções políticas na Anvisa, em especial na aprovação de vacinas.

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