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Após repescagem

Promotoria investiga casos de revacinação contra Covid-19 no Rio

De acordo com o MPRJ, foram detectadas pessoas que, supostamente, tomaram um primeiro imunizante e voltaram, na repescagem, para tomar vacina de outra marca

Publicado em 26 de Junho de 2021 às 18:55

Agência FolhaPress

Publicado em 

26 jun 2021 às 18:55
GERAL - BRASILIA, COVID-19, VACINAÇÃO DRIVE-THRU CORONAVAC -Profissional de saúde nesta quinta-feira, 18 de março, prepara uma dose da vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, antes de aplicar em idoso em um drive-thru. 18/03/2021
Profissional de saúde prepara uma dose da vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, antes de aplicar em idoso em um drive-thru Crédito: MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO
O MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) vai investigar quem tomou mais de uma vez a primeira dose da vacina contra a Covid-19 na capital fluminense. Ao menos 16 pessoas foram identificadas pela prefeitura da cidade com a prática chamada de revacinação pelas autoridades.
De acordo com o MPRJ, foram detectadas pessoas que, supostamente, tomaram um primeiro imunizante e voltaram, na repescagem, para tomar vacina de outra marca. Segundo a prefeitura, todas estão sendo investigadas, e os casos identificados serão comunicados ao Ministério Público.
Em recomendação ao município, o MPRJ solicitou à prefeitura a adoção imediata de medidas para evitar a prática. Entre elas, a verificação prévia por meio de checagem no aplicativo Conecte SUS ou no Sistema do Programa Nacional de Imunizações, se o candidato à vacinação já não possui registro com um determinado imunizante.
Outra recomendação é para que as pessoas sejam advertidas sobre e a impossibilidade de revacinação e da responsabilização criminal e cível nesta hipótese. Também foi sugerida a criação de uma campanha específica, com divulgação ampla nos meios de comunicação sobre os riscos à saúde da revacinação, além do cruzamento de doses de vacinas de laboratórios diferentes.
O MPRJ alerta que a revacinação configura fraude e dano moral coletivo. Além da preocupação sanitária, o órgão ressalta serem desconhecidos os efeitos para a saúde deste "cruzamento/sobreposição" de vacinas diferentes. Há ainda a preocupação de que essa prática comprometa o Plano Municipal de Vacinação, com pessoas já vacinadas desviando doses que deveriam ser direcionadas ao restante da população.
Nesta sexta-feira (25), o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), durante o anúncio de boletim epidemiológico da cidade, criticou a prática da revacinação.
"Quero reiterar o nosso pedido, não fiquem querendo burlar o sistema e escolher vacina. Isso é criminoso, é fraude, é um desrespeito à vida. Não vamos deixar essas coisas imunes, vamos identificar os que tomaram vacina diferente fingindo que é a primeira dose. Malandragem demais atrapalha".
Procurada neste sábado (26), a Secretaria Municipal de Saúde informou apenas que "foram identificadas algumas pessoas que tomaram a D1 duplicada, por questões de preferência de fabricante - prática não recomendada pela SMS". Uma investigação será aberta para apurar os casos. Mais detalhes serão informados oportunamente", completa a pasta.
Os dados do governo do estado do Rio mostram que a capital atingiu a marca de 363.968 casos de Covid-19, com 28.337 óbitos neste sábado (26).
A partir de segunda (28) começam a ser vacinadas no município do Rio as lactantes de qualquer idade. As que estão amamentando, porém, precisam apresentar uma indicação dos profissionais de saúde que realizam o acompanhamento do bebê.

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