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Procurador pede que TCU proíba Bolsonaro de propagandear cloroquina

Ele também pede que Bolsonaro repare os cofres do Estado "caso as despesas com o seu tratamento contra o novo coronavírus esteja sendo custeadas com recursos públicos"

Publicado em 14/07/2020 às 18h32
Atualizado em 14/07/2020 às 18h32
Em vídeo publicado no Facebook, Bolsonaro usa e recomenda hidroxicloroquina
Em vídeo publicado no Facebook, Bolsonaro usa e recomenda hidroxicloroquina. Crédito: Facebook/Reprodução

O subprocurador Lucas Rocha Furtado, do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), pede que o TCU obrigue o presidente Jair Bolsonaro a parar de "propagandear o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina no trato da Covid-19".

Na ação, ele também pede que Bolsonaro repare os cofres do Estado "caso as despesas com o seu tratamento contra o novo coronavírus esteja sendo custeadas com recursos públicos". ​

O documento aponta que não há comprovação científica de que a droga seja de fato eficaz no tratamento à doença que já matou mais de 72 mil brasileiros. O presidente brasileiro é um dos defensores do uso do medicamento -após anunciar que foi diagnosticado com a moléstia, ele publicou vídeo no qual tomava um comprimido de cloroquina.

"A crua verdade é que a massa de brasileiros, em grande parte ignara e sem instrução, não tem meios nem condições de decidir pelos adequados caminhos a trilhar nesta horrível crise pandêmica", afirma o documento assinado por Rocha Furtado.

"Essa importante e crucial tarefa cabe às autoridades científicas e à OMS [Organização Mundial da Saúde], bem como aos políticos e aos gestores públicos que se alinhem às diretrizes por elas estabelecidas. Dessarte, é de se deduzir que somente políticos e gestores públicos mal-intencionados ou irresponsáveis agem de forma a contrariar o norte apontado pela comunidade científica e pela OMS nesta pandemia", segue o documento.

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