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Jogo festivo

Presidente do Santos minimiza falta de máscara em evento com Bolsonaro

O dirigente declarou que não utilizou máscara para facilitar a comunicação com o presidente da República

Publicado em 30 de Dezembro de 2020 às 19:32

Redação de A Gazeta

Publicado em 

30 dez 2020 às 19:32
O presidente do Santos, Orlando Rollo, e o presidente Jair Bolsonaro
O presidente do Santos, Orlando Rollo, e o presidente Jair Bolsonaro Crédito: Reprodução Redes sociais
Nos dias finais da sua passagem pela presidência do Santos, Orlando Rollo concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira para realizar um balanço da sua gestão e se defendeu das críticas pelo desrespeito aos protocolos para evitar a propagação do coronavírus em evento na última segunda-feira, na Vila Belmiro, com a presença de Jair Bolsonaro. O dirigente declarou que não utilizou máscara para facilitar a comunicação com o presidente da República.
"Não usei máscara até para facilitar a comunicação com o presidente. O que acarretou? Eu já contraí covid, o presidente já contraiu covid, o atleta João Paulo, que apareceu no vestiário sem máscara, já contraiu covid", disse Rollo.
Além do presidente, o evento, o jogo Natal sem Fome, promovido por Narciso, contou com a presença de atletas do elenco profissional: João Paulo, Lucas Lourenço e Marinho. O presidente fez uma defesa enfática do atacante, assegurando que ele cumpriu as medidas de proteção, só retirando a máscara para tirar um foto no vestiário da Vila Belmiro.
"A maior mentira estão fazendo com o Marinho. Ele é exemplo, cumpriu as normas. Não queria descer no vestiário, estava no camarote e de máscara. Só desceu porque o presidente Bolsonaro queria conhecê-lo, é fã do futebol dele. Desceu muito rápido, cumprimentou o presidente e foi embora. Aí pegaram o vídeo de um momento em que ele foi se comunicar e retirou a mascara, e aí foi lançado esse boato para prejudicar o jogador e criar tumulto no Santos às vésperas de uma semifinal de Libertadores. O atleta Marinho tomou todas as medidas protocolares contra a covid", afirmou.
Rollo ficou por cerca de três meses à frente do Santos, sucedendo José Carlos Peres, que sofreu impeachment. E se deu uma nota alta - 8 - para o período em que esteve na presidência do clube, afirmando que ela não foi 10 apenas pela falta de tempo para implementar os seus projetos.
Na sua gestão, Rollo precisou lidar com graves problemas financeiros, acertando o pagamento de dívida pela aquisição de Cleber junto ao Hamburgo. Também chegou a receber propostas para negociar Lucas Veríssimo e Diego Pituca, em transações que poderão ser fechadas na gestão de Andrés Rueda, eleito no último dia 12 para três anos de mandato. Enquanto isso, Rollo promete voltar a ser "apenas" um torcedor, além de atuar como membro do Conselho Deliberativo do clube.
"Eu daria uma nota 8. Quem sou eu para ter nota 10? Não deu tempo de realizar muita coisa, tirar coisas do papel. Se houvesse tempo, essa nota poderia aumentar", afirmou o dirigente.

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