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Prefeito de Capitólio (MG) diz que nunca foi feita análise de risco no cânion

Cristiano Geraldo da Silva admitiu que um estudo de análise de risco geológico nunca foi feito no local onde ocorreu o desabamento do paredão de rocha

Tempo de leitura: 2min
Publicado em 09/01/2022 às 19h28
Cristiano Geraldo da Silva (Progressista), prefeito de Capitólio
Cristiano Geraldo da Silva (Progressista), prefeito de Capitólio. Crédito: Reprodução

Ao ser questionado por jornalistas, durante entrevista coletiva realizada neste domingo (9), o prefeito de Capitólio (MG), Cristiano Geraldo da Silva, admitiu que um estudo de análise de risco geológico nunca foi feito no local onde ocorreu o desabamento do paredão de rocha. O acidente deixou dez pessoas mortas e outras dezenas de vítimas feridas.

"Nós temos uma lei, no município, que regimenta o funcionamento nos cânions, a permanência de lanchas, as pessoas nadarem ali... A Marinha tem as suas legislações que regulamenta o ordenamento costeiro. Então, todos esses pontos já estão sendo trabalhados pela Marinha em relação ao ordenamento", acrescentou, em seguida.

Em entrevista à GloboNews, o especialista em gerenciamento de risco Gustavo Cunha contestou a fala do prefeito e disse que a região deveria ter, sim, um plano de emergência.

Ao todo, quatro embarcações sofreram impacto - direta e indiretamente - após o desabamento do bloco de rocha.

Imagens do dia anterior mostram pedra que deslizou em Capitólio
Imagens do dia anterior mostram pedra que deslizou em Capitólio. Crédito: Herbert Claros

Ao menos 30 vítimas foram atendidas e liberadas, sendo 23 na Santa Casa de Capitólio, quatro na Santa Casa de São José da Barra, duas na Santa Casa de Piumhi e uma na Santa Casa de Passos. Duas seguem hospitalizadas: uma em Piumhi e outra em Passos, ambas com quadro de saúde estável.

O Corpo de Bombeiros informou ainda que atua no local com apoio de cerca de 40 militares, uma equipe de mergulhadores especializados e uma aeronave Arcanjo 08, caso seja necessário a transferência de uma das vítimas para Belo Horizonte. O trabalho de mergulho foi interrompido agora à noite, em razão de segurança das guarnições, mas os trabalhos de busca devem continuar.

Os corpos das vítimas serão encaminhados para IML de Passos, onde será feito exame necroscópico para saber causa de morte, para saber se houve afogamento, politraumatismo contuso e exame toxicológico.

Barcos que sofreram impacto em Capitólio:

- Lancha EDL: 14 pessoas socorridas com vida

- Lancha Jesus: dez pessoas estavam na embarcação antes do acidente; oito mortos foram localizados e identificados, mas nomes não foram divulgados. Os dois desaparecidos estavam nesta lancha

- Lancha vermelha (sem nome): dez pessoas socorridas com vida

- Nova Mãe: oito pessoas socorridas com vida.

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