Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 13:16
O prefeito de Bacabal, no Maranhão, passou a oferecer recompensa de R$ 20 mil por qualquer informação que leve ao paradeiro de duas crianças quilombolas que desapareceram no domingo (4). O anúncio de recompensa por "informação concreta" foi feito pelo prefeito nas redes sociais. Roberto Costa (MDB) orientou a população a ligar para o número 181, do sistema de Segurança Pública do estado, ou a se dirigir à coordenação da força-tarefa em Bacabal caso haja pistas de onde as crianças estão.>
"Momento crucial" para "garantir a vida das crianças" no sexto dia de buscas. Ao menos 400 pessoas participam da força-tarefa montada para encontrar os irmãos, incluindo voluntários.>
Os desaparecidos são os irmãos Ágatha Isabelly, 6, e Allan Michel, 4. Eles saíram para brincar junto com o primo, Anderson Kauã, 8, no domingo, na mata próxima ao povoado de São Sebastião dos Pretos, uma área quilombola, onde moram. Anderson Kauã foi encontrado na tarde de quarta e está sob cuidados médicos, segundo o governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido).>
O menino encontrado ontem chegou ao hospital com quadro de desidratação e desorientado. "Ele está consciente, com quadro de saúde estável e segue internado", diz nota da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão.>
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As buscas foram intensificadas e se concentram na área da mata onde Kauã foi localizado. O governador do estado acrescentou que a força-tarefa composta por Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e pela Força Estadual Integrada de Segurança Pública, que tem drones, veículos especiais e dois helicópteros, foi reforçada hoje com mais cães farejadores e agentes de segurança pública. Também participam das buscas equipes da Prefeitura de Bacabal, bombeiros civis e moradores da comunidade.>
As crianças saíram de casa no povoado de São Sebastião dos Pretos e não voltaram. As autoridades foram procuradas ainda na noite do domingo, segundo o prefeito. O trio havia sido visto pela última vez às 16h do domingo perto de uma região de mata. O local foi ponto de partida para as buscas, que começaram na segunda-feira, segundo o Corpo de Bombeiros. O povoado onde as crianças vivem é uma área quilombola cercada por mata. "Elas convivem no dia a dia (com a mata). O desaparecimento delas nos causa estranheza", disse o prefeito da cidade, em publicação nas redes sociais no início da semana.>
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