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Crueldade

Freira de 82 anos foi estuprada antes de ser morta em convento no PR

O suspeito de 33 anos foi preso poucas horas após o crime; laudo pericial apontou que houve violência sexual, evidenciada pela gravidade das lesões constatadas
Agência FolhaPress

Publicado em 

27 fev 2026 às 16:40

Publicado em 27 de Fevereiro de 2026 às 16:40

Freira Nadia Gavanski, de 82 anos, foi encontrada morta no convento em que morava
Freira Nadia Gavanski, de 82 anos, foi encontrada morta no convento em que morava Crédito: Reprodução/Instagram
A freira Nadia Gavanski, 82, foi estuprada antes de ser morta dentro do convento onde morava, no município de Ivaí, na região central do Paraná, segundo a Polícia Civil. O suspeito de 33 anos foi preso poucas horas após o crime. Laudo pericial apontou que houve violência sexual, evidenciada pela gravidade das lesões constatadas. O agressor foi indiciado pela prática dos crimes de homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada. A Polícia Civil do Paraná concluiu nesta sexta-feira (27) o inquérito que investigou a morte da freira.
A idosa foi encontrada caída, com roupas parcialmente retiradas e com sinais de agressão física. O crime ocorreu no sábado (21), após o homem pular o muro do convento. O delegado Hugo Santos Fonseca afirmou que o indiciamento por homicídio qualificado considera o emprego de meio que dificultou a defesa da vítima e o fato de ela ser maior de 60 anos e possuir deficiência.
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do Paraná. Segundo a polícia, as provas reunidas incluem imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue localizados nas roupas do investigado. A vítima tinha limitações motoras e de fala em decorrência de um AVC anterior. "Durante o interrogatório, o investigado admitiu parte das agressões e afirmou ter agido sob influência de 'vozes'", disse o delegado. O investigado está preso preventivamente.

Investigado disse que 'ouviu vozes'

Com base nas filmagens realizadas pela testemunha, o suspeito foi identificado. Ele já é conhecido das equipes policiais por antecedentes criminais de roubo e furto. O homem, que não teve o nome divulgado, tentou fugir no momento da prisão. Ao notar a aproximação da equipe policial de sua casa, ele tentou fugir e foi contido após oferecer resistência, com socos e chutes. Questionado na abordagem, teria admitido a autoria do crime, segundo a polícia.
O suspeito foi preso em flagrante. Uma testemunha revelou que ele apresentava visível nervosismo, tinha roupas sujas de sangue e arranhões no pescoço. Inicialmente, o homem alegou que trabalharia no convento e que teria encontrado a vítima já caída e desfalecida. A testemunha registrou parte da conversa e acionou a polícia. Suspeito foi conduzido à delegacia e relatou aos policiais ter passado a madrugada consumindo crack e bebidas alcoólicas. Além disso, disse ter ouvido vozes que o ordenaram a matar alguém, razão pela qual pulou o muro do convento com a intenção de tirar a vida de uma pessoa.
À polícia, ele relatou que, ao avistar Nadia, a freira o questionou sobre sua presença ali e ele respondeu que trabalhava no convento. Ao perceber que a religiosa não acreditou na explicação, o homem afirmou que a empurrou no chão, momento em que ela começou a gritar. Segundo a polícia, o suspeito declarou ter asfixiado a vítima, mas negou qualquer ato de violência sexual contra ela.
Ele negou ter golpeado diretamente a cabeça da freira. Segundo o homem, os ferimentos teriam ocorrido durante a queda. Segundo o suspeito, ao constatar que a freira não reagia, ele se afastou do local e contou ter encontrado a religiosa caída. Uma das irmãs do convento relatou que a vítima tinha o hábito de alimentar galinhas -momento em que o crime teria ocorrido.
A congregação Irmãs Servas de Maria Imaculada lamentou a morte em nota oficial. "Com muito pesar comunicamos o falecimento da nossa querida Ir. Nadia Gavanski, aos 82 anos de idade e 55 anos de Vida Consagrada", informou o comunicado.

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