Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 14:24
A Polícia Federal realiza nesta quarta-feira (11) operação contra uma rede criminosa que difundia e trocava vídeos de abuso sexual contra mulheres sedadas. De acordo com a corporação, as investigações foram iniciadas em 2025 após a Europol — a agência da União Europeia para cooperação policial — ter apontado a existência dessa rede abrangendo mais de 20 países. A PF investiga a participação de sete brasileiros.>
Segundo a Polícia Federal, foram identificados diversos usuários brasileiros que faziam parte do grupo em uma plataforma de bate-papo na internet. O objetivo era o compartilhamento de gravações de atos sexuais contra mulheres sedadas ou incapacitadas. A PF diz ter monitorado mensagens trocadas entre os suspeitos em que eles discutiam o uso de medicamentos com propriedades sedativas, "demonstrando conhecimento sobre marcas comerciais e possíveis efeitos adversos dessas substâncias".>
As investigações apontam que, em muitos casos, os agressores mantinham relação de confiança com as vítimas, como vínculos íntimos, familiares ou de convivência próxima, e que as mulheres, por estarem sedadas, geralmente não tinham consciência dos abusos nem lembrança dos fatos. O material apreendido será submetido à perícia, e as investigações continuam para o completo esclarecimento dos fatos e eventual responsabilização criminal dos envolvidos.>
A corporação cumpre três mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Ceará, Pará, Santa Catarina e Bahia. As práticas investigadas podem ser enquadradas nos crimes de estupro de vulnerável e divulgação de cenas de estupro, segundo a corporação, que diz também ter encontrado indícios de que os suspeitos propagaram conteúdo misógino na internet. Agentes apreenderam celulares, computadores e outros materiais.>
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