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No Mato Grosso

Pastor condenado por estuprar menina é morto a tiros em praça

O religioso, identificado como Altair da Silva Santos, 46, foi atingido por três disparos de arma de fogo na região do rosto

Publicado em 28 de Janeiro de 2026 às 09:52

Agência FolhaPress

Publicado em 

28 jan 2026 às 09:52
Sirene de polícia
Polícia Militar e equipes de socorro foram acionadas, mas a morte foi confirmado no local. O corpo foi encaminhado ao IML e, posteriormente, liberado para sepultamento Crédito: Reprodução
Um pastor de 46 anos, que havia sido condenado por estupro de vulnerável, foi morto a tiros em uma praça na região central de Juara, cidade localizada no Mato Grosso, na tarde desta terça-feira (27).

O QUE ACONTECEU

Pastor, identificado como Altair da Silva Santos, 46, foi atingido por três disparos de arma de fogo na região do rosto. Ele foi abordado por dois homens em uma motocicleta, que efetuaram os disparos e fugiram na sequência. As informações são da Polícia Militar do Mato Grosso. Polícia Militar e equipes de socorro foram acionadas, mas a morte foi confirmado no local. O corpo foi encaminhado ao IML e, posteriormente, liberado para sepultamento.
Altair era um reeducando da Cadeia Pública de Juara. Ele havia sido preso em 2023 acusado de estuprar uma menina de 11 anos, filha de uma mulher que trabalhava na igreja onde ele era pastor. Em julho de 2024, Altair foi condenado a 12 anos de prisão. Atualmente Altair cumpria a pena no regime semiaberto e prestava serviços comunitários. No momento em que foi assassinado, ele realizava serviços de limpeza à Prefeitura Municipal de Juara por meio da Fundação Nova Chance. A prefeitura e a fundação não comentaram a morte do reeducando.
Depois de matar Altair, os suspeitos fugiram em direção à Avenida José Alves Bezerra. Até o momento, os assassinos não foram identificados ou localizados. Caso segue sob investigação por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Mato Grosso. Os investigadores não informaram qual teria sido a motivação para a morte de Altair.

COMO DENUNCIAR VIOLÊNCIA SEXUAL

Vítimas de violência sexual não precisam registrar boletim de ocorrência para receber atendimento médico e psicológico no sistema público de saúde, mas o exame de corpo de delito só pode ser realizado com o boletim de ocorrência em mãos. O exame pode apontar provas que auxiliem na acusação durante um processo judicial, e podem ser feitos a qualquer tempo depois do crime. Mas por se tratar de provas que podem desaparecer, caso seja feito, recomenda-se que seja o mais próximo possível da data do crime.
Em casos flagrantes de violência sexual, o 190, da Polícia Militar, é o melhor número para ligar e denunciar a agressão. Policiais militares em patrulhamento também podem ser acionados. O Ligue 180 também recebe denúncias, mas não casos em flagrante, de violência doméstica, além de orientar e encaminhar o melhor serviço de acolhimento na cidade da vítima. O serviço também pode ser acionado pelo WhatsApp (61) 99656-5008.
Legalmente, vítimas de estupro podem buscar qualquer hospital com atendimento de ginecologia e obstetrícia para tomar medicação de prevenção de infecção sexualmente transmissível, ter atendimento psicológico e fazer interrupção da gestação legalmente. Na prática, nem todos os hospitais fazem o atendimento. Para aborto, confira neste site as unidades que realmente auxiliam as vítimas de estupro.

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