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Declaração

'Não são pessoas de bem, são bandidos', diz Barroso sobre autores de fake news

Em live, o ministro Luís Roberto Barroso disse que os autores de fake news e campanhas de ódios nas redes sociais 'são bandidos'

Publicado em 25 de Julho de 2020 às 10:23

Redação de A Gazeta

Publicado em 

25 jul 2020 às 10:23
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, disse nesta sexta-feira (24) que os autores de fake news e campanhas de ódios nas redes sociais "são bandidos".
O ministro fez a declaração durante uma live, na abertura do 1º Congresso Internacional de Direito Partidário.
"A democracia tem lugar para conservadores, liberais e progressistas. Só não tem lugar para a intolerância, a violência e a tentativa de destruir das instituições. Quando isso acontece, as instituições de bens têm de agir. Repito, não são pessoas de bem. São bandidos", disse o ministro.
Nesta sexta-feira (24), contas no Twitter e no Facebook de influenciadores, empresários e políticos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foram tiradas do ar por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Figuras como o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), Sara Giromini (conhecida como Sara Winter), o blogueiro Allan dos Santos e os empresários Luciano Hang (da Havan) e Edgard Corona (das academias Smart Fit) tiveram as contas suspensas. Eles são alvos de investigação no inquérito sobre fake news que tramita no Supremo.
Sem fazer referência ao inquérito, Barroso defendeu a atuação das instituições no combate à disseminação de notícias falsas.
"Só elas (as instituições) têm a capacidade de fazer o controle das campanhas de desinformação, das campanhas de ódio, sem propriamente fazer m controle de conteúdo", afirmou.
Na decisão desta sexta-feira, Moraes afirma que o bloqueio das contas foi determinado "para a interrupção dos discursos com conteúdo de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional e democrática". Nela, o ministro reforça um pedido feito em maio e chama a atenção para o fato de que sua decisão não havia sido atendida pelas plataformas.
Também tiveram os perfis suspensos o empresário Otávio Fakhoury, o blogueiro Bernardo Küster, Edson Salomão (chefe de gabinete do deputado estadual Douglas Garcia, do PTB em SP), o militante do PSL Eduardo Fabris Portella, o youtuber Enzo Momenti, os monarquistas Marcelo Stachin e Rafael Moreno, Marcos Bellizia (porta-voz do movimento Nas Ruas), o empresário Paulo Gonçalves Bezerra, Rodrigo Barbosa Ribeiro (assessor de Douglas Garcia), o humorista Reynaldo "Rey" Bianchi e o youtuber Winston Rodrigues Lima, conhecido como comandante Winston.
"São milícias, gangues que precisam ser neutralizadas e estamos fazendo todo o possível para enfrentá-los dentro da lei", afirmou Barroso.

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