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Após incômodo das Forças Armadas

Ministro Luiz Eduardo Ramos anuncia que irá para a reserva

Nas Forças Armadas, a permanência do general na ativa era vista com incômodo por estabelecer uma relação direta entre a instituição e o governo

Publicado em 26 de Junho de 2020 às 08:11

Redação de A Gazeta

Publicado em 

26 jun 2020 às 08:11
Ministro de Estado Chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Luiz Eduardo Ramos
Ministro de Estado Chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Luiz Eduardo Ramos Crédito: Anderson Riedel/PR
Titular da Secretaria de Governo, o general Luiz Eduardo Ramos anunciou na noite desta quinta-feira (25) que solicitará na próxima semana sua transferência para a reserva. Com isso, o titular interino da Saúde, Eduardo Pazuello, será o único general na ativa a ocupar cargo no primeiro escalão do governo.
"Venho de público anunciar que entrarei com o requerimento, em 1º de julho de 2020, solicitando minha transferência para a reserva remunerada e, por conseguinte, deixarei a instituição que tanto amo desde que ingressei na Escola Preparatória de Cadetes do Exército em 8 de março de 1973", disse Ramos em nota.
"No exercício do cargo de Ministro de Estado Chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República desde o dia 4 de julho de 2019, permaneci no serviço ativo, ainda que licenciado do Alto-Comando do Exército (ACE) e, dessa forma, apartado de todas as reuniões e decisões estratégicas e administrativas a ele relacionadas", afirmou o ministro.
Nas Forças Armadas, a permanência do general na ativa era vista com incômodo por estabelecer uma relação direta entre a instituição e o governo.
"Com esta decisão, afasto de forma definitiva e irrevogável, a possibilidade do meu retorno às lides da caserna, o que poderia acontecer até dezembro de 2021, como também, do recebimento de uma nova missão oriunda do Comando do Exército", disse Ramos, explicitando que seu retorno à Força representava uma "expectativa pessoal".
O ministro é um dos quatro ministros que atuam no Palácio do Planalto, um andar acima do gabinete do presidente. Além da Secretaria de Governo, a Casa Civil e o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) também são comandados por generais, mas já da reserva, Walter Braga Netto e Augusto Heleno, respectivamente. A Secretaria-Geral é comandada por Jorge de Oliveira, oriundo da Polícia Militar.
Luiz Eduardo Ramos disse que aceitou a convocação de Bolsonaro para integrar o governo por considerar que o objetivo da equipe montada por Bolsonaro tinha como objetivo "mudar a história do Brasil e construir um futuro melhor para as nossas próximas gerações".
"A farda não abafa o cidadão no peito do soldado!", afirmou Ramos. "Seguirei em frente, com a mesma vocação de soldado que me acompanhou durante toda a vida, como também, com os mesmos princípios e valores adquiridos e alicerçados no nosso Exército de Caxias."

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