Maia diz que governo federal tem recursos e condições de comprar vacinas

Segundo o ex-presidente da Câmara, o debate deve ser sobre "quais as prioridades" pois, na visão do deputado, "dinheiro não está faltando, ele só está mal gasto"

Publicado em 23/02/2021 às 14h17
Atualizado em 23/02/2021 às 14h18
Ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia
Ex-presidente da Câmara dos Deputados  Rodrigo Maia (DEM-RJ)  . Crédito: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

O ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou que o governo federal "tem recursos e condições de comprar as vacinas" contra a Covid-19. Segundo Maia, o debate deve ser sobre "quais as prioridades" pois, na visão do deputado, "dinheiro não está faltando, ele só está mal gasto".

Em live do UOL, Maia afirmou que, "se a vacinação tivesse sido organizada para imunizar os brasileiros até o meio do ano, você teria oportunidade de uma recuperação econômica e menor perda de vidas". No entanto, segundo o ex-presidente da Câmara, "a vacinação dobra a aposta do governo nessa agenda radical e coloca o Brasil numa situação muito complicada porque o Brasil não é a Grã Bretanha ou Estados Unidos que têm uma credibilidade da sua moeda, da sua economia".

Maia afirmou que o presidente do laboratório norte-americano Pfizer, Albert Bourla, vinha mandando e-mails para o presidente Jair Bolsonaro desde agosto do ano passado para fechar acordo de compra de vacinas. Nesta terça-feira, 23, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o registro definitivo do imunizante.

"O governo federal tem recursos e condições de comprar as vacinas", afirma. Diante da proposta de compra de imunizantes pela iniciativa privada, Maia afirma que, num primeiro momento, "não devemos separar brasileiros no acesso à vacina". Na avaliação do deputado, não se deve usar a prerrogativa de o Brasil ser um País federado e abrir mão de sua agenda como coordenador do sistema público de saúde. Segundo ele, "o problema do governo é compreender qual seu papel".

Para Maia, a minuta da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que recria o auxílio emergencial prevê o fim do mínimo de gastos em saúde e educação para a União, Estados e municípios, é uma solução que "não é viável". "Desvincular os recursos de setores é uma disfunção e não é isso que vai abrir espaço para o orçamento primário."

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