Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 10:04
Um homem de 50 anos foi preso após matar a própria esposa, de 30, com um tiro na cabeça em Macapá. Benedita Barroso, conhecida como "Paula Barroso", foi baleada dentro do comércio que tinha com o marido na cidade. O crime aconteceu na tarde deste domingo (25). Homem era ciumento e, antes de matar a vítima, a acusou de ter um caso amoroso, afirmou a polícia. Segundo a delegada responsável pelo caso, Marina Guimarães, a irmã de Benedita ligou para ela antes do crime, mas foi atendida pelo homem. >
"Ela ligou para o celular da irmã e ele quem atendeu e disse que a esposa mantinha um relacionamento extraconjugal. Após diversas tentativas, a vítima retornou a ligação e disse que pegaria um carro de aplicativo para ir até a casa da irmã, o que não ocorreu", disse Guimarães. O marido fugiu do local do crime, mas foi encontrado no mesmo dia e preso em flagrante. O homem alegou que o tiro que matou a esposa foi acidental. A arma dele não tinha registro.>
A mulher era miss do bairro Quilômetro Nove e representou a vizinhança no concurso de miss dos bairros, no fim de 2025. Ela deixa dois filhos, um de 10 e outro de sete anos. Benedita também era enfermeira. Em nota, o Conselho Regional de Enfermagem do Amapá lamentou a morte. "Este não é um caso isolado, mas reflexo de uma estrutura social marcada pelo machismo, pela desigualdade e pela banalização da violência contra a mulher", afirmou, em nota.>
Identidade do homem preso não foi divulgada pela polícia. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dele até o momento. O espaço segue aberto para manifestação. >
>
Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie. Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares. Também é possível realizar denúncias pelo número 180 -Central de Atendimento à Mulher- e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.>
Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e através da página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Vítimas de violência doméstica podem fazer a denúncia em até seis meses.>
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta