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Grupo contra a exigência de comprovante da vacina tenta invadir Alerj

Eles queriam acompanhar a votação do projeto de lei que proíbe no estado o tratamento diferenciado, constrangedor ou discriminatório às pessoas que se recusarem a tomar a vacina contra a Covid

Tempo de leitura: 3min
Publicado em 09/12/2021 às 10h28
Manifestantes foram contidos por seguranças da Alerj
Manifestantes foram contidos por seguranças da Alerj. Crédito: Redes sociais

Manifestantes contrários a exigência de comprovante da vacinação contra a Covid-19 no estado do Rio de Janeiro tentaram invadir a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) na tarde desta quarta-feira (8) e foram impedidos por seguranças do local.

Eles queriam acompanhar a votação do projeto de lei que proíbe no estado o tratamento diferenciado, constrangedor ou discriminatório às pessoas que se recusarem a tomar a vacina contra a Covid.

Apresentado pelos deputados Filipe Soares (Democratas) e Márcio Gualberto (PSL), o projeto recebeu 57 emendas e voltou à tramitação nas comissões internas antes de ser votado em plenário.

Segundo a Alerj, o grupo não pode entrar porque o limite de ocupação das galerias já havia sido atingido. Além disso, vários manifestantes estavam sem máscaras de proteção contra a Covid. Vídeo que circula nas redes sociais mostra tumulto, empurra-empurra e gritaria na entrada do Legislativo.

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"A confusão foi contida e a sessão prosseguiu, com a discussão do projeto pelos deputados", disse o Legislativo estadual, em nota à imprensa. De acordo com a Assembleia, havia um acordo com os autores da proposta sobre o uso de máscaras e a obediência ao limite de ocupação das galerias.

"Cenas deprimentes na Alerj, onde a bancada bolsonarista inflamou os negacionistas", afirmou a deputada estadual Renata Souza (PSOL). "São mais de 615 mil pessoas mortas pela Covid e pela negligência do Bolsonaro, mas ainda assim a irracionalidade dos antivacinas grita".

Na justificativa do projeto, os deputados afirmam que "medidas totalitárias contra as liberdades individuais estão pavimentando a via para a criação de cidadãos de segunda classe sujeitos à marginalização por compulsoriedade vacinal".

A gestão do prefeito Eduardo Paes (PSD) ampliou, no início do mês, o grupo de atividades no Rio de de Janeiro que devem exigir o comprovante de vacinação contra Covid-19 para a entrada dos clientes.

Em decreto, a prefeitura estendeu a medida a hotéis, shoppings, serviços de transporte de passageiros, como táxis e carros de aplicativo, e bares e lanchonetes que queiram acomodar os clientes em área interna ou coberta.

Horas depois de o decreto ter sido publicado, Paes disse que foi um exagero cobrar o comprovante para entrar em táxis, carros de aplicativo e shoppings. Para os demais casos, a regra continua valendo.

Nas redes sociais, Paes tem sido insistente na defesa da vacinação. Em vídeo recente, ele afirmou que os turistas não vacinados podem ficar em seus países, cidades e estados. "Não serão bem-vindos na cidade do Rio de Janeiro", disse. "Transmita a sua irresponsabilidade na sua cidade, não no Rio de Janeiro".

Para o prefeito, "pessoas ignorantes" que não conhecem o direito à vida e o respeito ao próximo jamais compreenderão isso. "Pode chiar, pode piar, pode reclamar. A gente está baseado na Constituição, em uma decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal".

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