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Dois são presos

"Fuzis Caseiros": Fábrica clandestina é descoberta no interior de São Paulo

De acordo com a PF, os fuzis eram destinados a organizações criminosas. Dezenas de fuzis e peças do armamento foram encontradas

Publicado em 21 de Agosto de 2025 às 09:54

Agência FolhaPress

Publicado em 

21 ago 2025 às 09:54
Os fuzis eram fabricados em Santa Bárbara d'Oeste, em São Paulo
Os fuzis eram fabricados em Santa Bárbara d'Oeste, em São Paulo Crédito: Reprodução
A Polícia Federal, em ação conjunta com a Polícia Militar, descobriu uma fábrica clandestina de fabricação de fuzis em Santa Bárbara d'Oeste, na região metropolitana de Campinas, interior de São Paulo, na noite de quarta-feira (20). De acordo com a PF, os fuzis eram destinados a organizações criminosas. Dezenas de fuzis e peças do armamento foram encontradas.
Dois homens foram presos em flagrante. A PF passou a investigar o caso há dez dias após receber denúncias sobre a fabricação de armas ilegais, com o uso de equipamentos industriais de alta precisão. Durante as diligências, os policiais notaram uma movimentação atípica na fábrica que, supostamente, funcionava como unidade de produção de peças aeronáuticas.
Em razão disso, passaram a acompanhar os investigados que, na noite de ontem, saíram da fábrica e foram até um imóvel residencial na cidade vizinha, Americana, onde descarregaram algumas caixas. Os PMs fizeram a abordagem e constatam que haviam peças de fuzis dentro das caixas.
No imóvel foram encontrados fuzis, munições e outras peças de armas de fogo. Os investigados, segundo a PF, alegaram fabricar réplicas de fuzis para vendê-los em diversos estados. Um dos presos, um homem de 38 anos, mora em Campinas. O outro, de 33, vive em São João da Boa Vista, também no interior paulista. Os dois foram autuados em flagrante pela posse e comércio ilegal de arma de fogo, cujas penas podem chegar a 18 anos de prisão.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos. Os presos foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Campinas, unidade responsável pela investigação, onde ainda ocorrem procedimentos de polícia judiciária, e permanecerão à disposição da Justiça.

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