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"Eu avisei que não ia passar boiada", diz delegado da PF que denunciou Salles

O agora ex-ministro é alvo de inquérito no STF por operação da PF que mira suposto favorecimento a empresários do setor de madeiras

Publicado em 23/06/2021 às 18h02
Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles
Ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Crédito: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Ex-chefe da Polícia Federal na Amazônia, o delegado Alexandre Saraiva comemorou, nesta quarta-feira (23), a demissão de Ricardo Salles, agora ex-ministro do Meio Ambiente do governo Jair Bolsonaro.

"Eu avisei que não ia passar boiada", disse Saraiva em publicação no Twitter. Pouco antes, ele escreveu outra mensagem em alusão à saída de Salles: "E eu continuo delegado de Policia Federal!".

Enquanto chefe da superintendência da PF no Amazonas, Saraiva encaminhou ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma notícia-crime em que pedia investigação das condutas de Salles (Meio Ambiente) e do senador Telmário Mota (Pros-RR) por atrapalhar medidas de fiscalização.

Na notícia-crime, Saraiva faz referência à maior apreensão de madeira da história do Brasil. No documento, o policial diz que Salles dificulta fiscalização ambiental e patrocina interesses privados.

Saraiva cita haver indícios de dois crimes: advocacia administrativa e impedir ou embaraçar investigação de infração penal que envolva organização criminosa.

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