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Eleito pelo PSL

Bolsonaro indica filiação a novo partido em março se Aliança não for criada

Bolsonaro deixou o PSL no ano passado após atritos com a direção. Depois, investiu na criação da Aliança Pelo Brasil, mas a sigla que não saiu do papel

Publicado em 23 de Novembro de 2020 às 23:46

Redação de A Gazeta

Publicado em 

23 nov 2020 às 23:46
Jair Bolsonaro em reunião virtual da cúpula do G20
Jair Bolsonaro em reunião virtual da cúpula do G20 Crédito: Marcos Corrêa/Presidência/Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro indicou nesta segunda-feira (23) que pretende analisar em março do próximo ano sua filiação partidária.
"Não é fácil formar um partido hoje em dia. A gente está tentando [formar a Aliança pelo Brasil] mas se não conseguir a gente em março vai ter uma nova opção", disse o presidente ao chegar no Palácio da Alvorada, em Brasília.
A fala foi transmitida por um site bolsonarista.
Bolsonaro respondeu a uma apoiadora, que disse estar trabalhando pela criação, no Paraná, da Aliança pelo Brasil --sigla que aliados do mandatário tentam formalizar.
O calendário apresentado por Bolsonaro nesta segunda mostra que ele deve esperar a eleição para a presidência da Câmara para tratar da sua filiação partidária.
Bolsonaro deixou o PSL no ano passado após atritos com a direção. Depois, investiu na criação da Aliança, mas a sigla que não saiu do papel até hoje.
Agora, volta à estaca zero e precisa escolher um novo partido. Boa parte dos aliados de Bolsonaro avalia que ele deve desistir da ideia de criar a Aliança e partir para uma sigla já existente.
Os auxiliares presidenciais se dividem sobre se Bolsonaro deveria ir para um partido menor ou um mais consolidado, como os do centrão.
Progressistas, Republicanos e o próprio PSL são opções. Na frente nanica, o Patriota é uma possibilidade. Bolsonaro quase se filiou à sigla em 2018.
O presidente planeja sua filiação a uma agremiação de olho nas eleições de 2022, quando ele deve tentar a reeleição.
O fato de Bolsonaro não ser filiado a partido algum foi apontado por aliados como um dos fatores que levaram à derrota de candidatos apoiados pelo presidente no pleito municipal de 15 de novembro.
Teria sido mais fácil, avaliam aliados, lançar candidatos de uma sigla da qual o presidente fizesse parte e associar o número deles ao do presidente, como ocorreu com o número 17 em 2018.
Além disso, Bolsonaro não pode viajar para fazer campanhas pelo risco de ser acusado de desvirtuar viagens da Presidência para outros fins. Presidentes da República podem participar de campanhas políticas, mas essas viagens costumam ser bancadas pelas legendas da qual fazem parte.

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