Os dados mais recentes do Produto Interno Bruto dos municípios capixabas confirmam uma realidade que o interior conhece bem: as cidades com forte base agrícola cresceram acima da média estadual. É um resultado que merece ser reconhecido não como obra do governo, mas como fruto direto do trabalho de quem produz, investe e sustenta a economia local.
O agro segue sendo um dos principais motores do Espírito Santo. Onde há produção organizada, há geração de renda, emprego, comércio aquecido e desenvolvimento. Esse crescimento nasce do esforço cotidiano do produtor rural, da confiança no próprio trabalho e da capacidade de superar desafios. Trabalhar, confiar e prosperar: essa é a força do Espírito Santo.
A compreensão dessa dinâmica não é recente. A minha história, pessoal e politica, é marcada pela forte ligação com o agro. Entre 2009 e 2014, a presidência do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) me permitiu contato direto com as diferentes realidades do campo, da agricultura familiar às cadeias mais estruturadas no Espírito Santo.
A passagem pela presidência do Conselho Nacional das Entidades de Pesquisa Agropecuária (Consepa) ampliou esse olhar para o cenário nacional, reforçando o papel da ciência, da extensão rural e da organização produtiva no desenvolvimento regional. Hoje, como membro da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, o acompanhamento desses temas segue no centro do debate legislativo.
Em Brasília, o trabalho tem sido no sentido de criar condições para que o interior produza mais e melhor: reduzir entraves, garantir previsibilidade, fortalecer a formalização do trabalho rural, defender regras ambientais equilibradas e discutir saídas para que a reforma tributária não penalize quem gera emprego fora dos grandes centros. Crescimento econômico depende de ambiente e ambiente se constrói com segurança jurídica e respeito a quem produz.
Os números do PIB mostram que o interior faz sua parte, muitas vezes sem políticas estruturantes consistentes e com pouca integração logística. Ainda assim, cresce. Há espaço para avançar muito mais se houver articulação real entre o interior produtivo e a Grande Vitória, conectando campo, indústria, serviços e exportação. Essa integração é estratégica para ampliar resultados e distribuir desenvolvimento.
Os dados estão postos. Eles indicam que valorizar o produtor rural é estratégia de desenvolvimento, não discurso. O agro capixaba não pede privilégio; pede condições justas para continuar fazendo o que sempre fez: mover municípios inteiros e sustentar a economia do estado.
Porque, no fim, os números apenas confirmam o que o interior já sabe: agro forte é economia forte.
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