Nos últimos meses, recebi o incentivo de diversos setores da sociedade capixaba para assumir a pré-candidatura ao governo do Espírito Santo. Mesmo podendo disputar a reeleição para deputado federal e permanecer no Congresso Nacional, contribuindo com os avanços do governo do presidente Lula, entendi que o Estado vive um momento decisivo, que exige compromisso, diálogo e visão estratégica para construir um novo ciclo de desenvolvimento.
Ao longo dos últimos 24 anos, os governos de Paulo Hartung e de Renato Casagrande promoveram avanços importantes na estabilização das contas públicas, no fortalecimento institucional e na retomada da capacidade de investimento do Estado.
O presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores tiveram papel decisivo nesse ciclo, especialmente no início em 2003, com medidas como a antecipação de R$ 350 milhões de royalties do petróleo, fundamentais para reorganizar as finanças públicas, enfrentar situações emergenciais e viabilizar investimentos estratégicos. A atuação do PT nesse período também foi marcada pela derrota do crime organizado no seu principal reduto, com a vitória de Claudio Vereza para a Presidência da Assembleia Legislativa.
Essas conquistas precisam ser preservadas. No entanto, ainda há muito a avançar para que a prosperidade alcance todos os capixabas. O equilíbrio fiscal e a nota A no Tesouro Nacional são fundamentais, mas o Espírito Santo também precisa ser nota A em Políticas Sociais, com ampla participação popular nas decisões do governo.
Vivemos um período de profundas transformações econômicas, sociais e tecnológicas. O desenvolvimento contemporâneo está cada vez mais associado à inovação, à agregação de tecnologia, à digitalização dos serviços e à economia do conhecimento.
O Espírito Santo não pode ficar para trás nessa corrida. Um projeto de futuro exige investimentos intensivos em inovação e tecnologia, modernização da máquina pública, digitalização de serviços inteligentes, capacitação da população e parcerias com governos municipais, governo federal, universidades, institutos federais e iniciativa privada para disputar a vanguarda do desenvolvimento moderno e sustentável.
O debate eleitoral não pode se limitar a nomes ou a projetos pessoais. Nossa caminhada pelos municípios tem como objetivo central ouvir a sociedade e construir coletivamente um projeto democrático e popular que dialogue com o presente e prepare o Estado para o futuro. Os capixabas não querem retrocessos, mas também não aceitam mais do mesmo.
A minha experiência como prefeito de Cariacica demonstrou que é possível conciliar responsabilidade fiscal com investimentos sociais e projetos estruturantes de desenvolvimento econômico, como exemplo o apoio estratégico à micro e pequena empresa e ao empreendedorismo, mesmo em um contexto de escassez de recursos. Hoje, Cariacica é uma das cidades que mais crescem no Espírito Santo.
O Estado precisa de uma liderança que conheça profundamente sua realidade, respeite a continuidade administrativa, tenha experiência em gestão pública, sensibilidade social, coragem para inovar e fazer as mudanças necessárias; além da capacidade de articular parcerias com o governo federal, os municípios, a iniciativa privada e a sociedade civil.
É nesse contexto que se apresenta nossa pré-candidatura: não se trata de um projeto pessoal de poder, mas do compromisso de servir ao povo capixaba. Com o apoio do presidente Lula e dos progressistas, queremos construir um novo ciclo de desenvolvimento econômico e social.
Iniciamos a escuta ativa e participativa da sociedade em todas as regiões do Estado, e com a contribuição de renomados membros da academia, especialistas em planejamento, representantes dos partidos e dos movimentos sociais, estamos lançando uma plataforma digital para receber propostas e sugestões.
O futuro será construído coletivamente, com diálogo, fé e confiança na força do povo capixaba porque o futuro do Espírito Santo é a gente que faz.
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