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O Brasil de Bolsonaro em dados

Já passou da hora de o presidente abandonar temas que não representam avanços. Entretanto, ao analisarmos o ponto de vista econômico, podemos concluir que o governo tem estipulado medidas regulares para a recuperação do capital gasto

Publicado em 22/09/2021 às 14h00
Presidente Jair Bolsonaro discursa na abertura da 76ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York
O presidente Jair Bolsonaro discursa na abertura da 76ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York. Crédito: Cia Pak / UN Photo

Jair Bolsonaro deve muito do seu sucesso nas urnas graças às promessas de campanha focadas na responsabilidade fiscal, desenvolvimento econômico e desburocratização. Esse conjunto de propostas o tornou popular entre muitos liberais – principalmente pela indicação do ministro da Economia, Paulo Guedes. Essa junção levou aos seus eleitores uma grande esperança. Em seu discurso na ONU, o seu foco foi a defesa de um governo próspero e com austeridade fiscal. Mas quais são de fato os números que representam o Brasil real?

Poderia ser pessimista com o cenário em que o país se encontra, levando em consideração as falas irracionais do chefe de Estado, atitudes populistas, não liberais e ausência de responsabilidade nas medidas que freassem o crescimento da pandemia. É evidente que devemos nos preocupar com a inflação crescente e o dólar em patamares elevados. Mas não há como contestar alguns fatos e dados.

Observemos os dados referentes ao crescimento do PIB. No primeiro semestre de 2021, o PIB demonstrou um crescimento melhor do que em 2020 – cabe salientar que as políticas de lockdown e restrição do comércio foram decretadas em meados de março. O seu desempenho foi de -2.2% no primeiro trimestre de 2020, enquanto em 2021, o registro foi de 1,2%. Todavia, a taxa de desemprego ainda continua alta, cerca de 14,8 milhões de desempregados.

O principal influenciador do crescimento do PIB foi a alta do preço das commodities. O Brasil teve um registro nos 4 primeiros meses de 2021 de 104% de alta na balança comercial em relação a 2020. Houve aumento das vendas nos setores agrícolas e minerais. Como a China é o maior parceiro comercial brasileiro em commodities, a partir da sua recuperação econômica e o equilíbrio pandêmico nos Estados Unidos, o aumento das exportações foi essencial para alavancagem dos números.

Conforme o estudo, a projeção positiva para o segundo trimestre e os dados do primeiro representam a resiliência adquirida ao longo de um ano de pandemia. O empreendedor e o cidadão aprenderam a driblar com as dificuldades econômicas e tiveram que se reinventar.

As concessões, que então haviam sido prometidas, foram efetivadas. Muitos aeroportos e portos deixaram de ser administrados pelo Estado e passaram a integrar a iniciativa privada.

governo federal adotou diversas medidas para preservação do emprego sem a necessidade de que contratos fossem rescindidos e vagas extintas. Ao analisarmos os índices do mercado de trabalho, entre janeiro e maio de 2021, foram abertas cerca de um milhão e duzentas mil vagas, entretanto cerca de 1,6 milhões de postos de trabalho foram fechados entre março e junho de 2020. Em contrapartida, entre julho e maio de 2021 foram abertas 2,6 milhões de vagas com carteira assinada. A projeção positiva para o segundo trimestre e os dados do primeiro representam a resiliência adquirida ao longo de um ano de pandemia.

Já passou da hora de Bolsonaro executar diversas ações prometidas durante a campanha e renunciar a assuntos que não representam avanços para o país. Entretanto, ao analisarmos o ponto de vista econômico, podemos concluir que o Brasil tem estipulado medidas regulares para a recuperação do capital gasto. Evidentemente, existem ressalvas, mas os dados oficiais não mentem.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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