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Divórcio colaborativo: ajuda profissional que minimiza desgastes

Menos agressiva à família, a prática envolve a atuação de uma equipe de especialistas, não só da área de Direito, mas também de Saúde, Psicologia e Finanças, que fornecem apoio ao casal

Publicado em 17/08/2020 às 14h43
Com a pandemia, cartórios passaram a realizar divórcios virtualmente, em alguns casos
Com a pandemia, cartórios passaram a realizar divórcios virtualmente, em alguns casos. Crédito: Divulgação

Todo final de um casamento traz consigo, de forma geral, uma grande e pesada carga emocional. Em tempos de pandemia, com os nervos ainda mais à flor da pele, esse processo tende a tornar-se ainda mais difícil e delicado.

Para tentar minimizar os efeitos negativos e dolorosos da separação, tem crescido em todo o país, especialmente neste momento, a procura por um modelo de divórcio eficiente, mais rápido e menos desgastante: o colaborativo. Além de gerar benefício mútuo na hora de acertar o término da parceria conjugal, a modalidade contribui para reduzir o desgaste do casal e o sofrimento dos filhos durante todo o processo.

Menos agressiva à família, a prática envolve a atuação de uma equipe de profissionais, não só da área de Direito, mas também de Saúde. Assim, além de advogados, entram em ação especialistas em Psicologia e Finanças que, fornecendo apoio coordenado e orientação, ajudam o casal a desacelerar, refletir e se concentrar em seus valores, fazendo boas escolhas, trabalhando junto de maneira construtiva, evitando os tribunais, planejando o futuro.

Todo esse aparato é mobilizado porque entende-se que a forma consensual, amigável, não adversarial e interdisciplinar de tratar o assunto conduz a resultados muito mais positivos para pais e filhos. No Divórcio Colaborativo, todas as questões que envolvem a separação, tais como como guarda de filhos, convivência, moradia, pensão e partilha de bens e outras, são resolvidas extrajudicialmente, fora do Poder Judiciário. Um documento único estabelecendo todos os aspectos do divórcio é redigido e encaminhado ao juiz, quando há envolvimento de filhos menores ou incapazes.

Entre os resultados positivos estão menos perdas emocionais e financeiras para ambas as partes. Também preserva, psicologicamente, os filhos de quem decide terminar um casamento.

Por mais doloroso que seja passar por um divórcio, essa modalidade mostra que é possível fazer isso da forma mais harmoniosa possível. Afinal, assim como ocorre durante o casamento, fatores como integridade, dignidade e respeito mútuo podem e devem se manter também diante de um rompimento irremediável.

A autora é advogada especialista em Direito de Família

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