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Liderar negócios de família começa com o processo de “arrumar a casa”

Com o passar do tempo, os líderes entenderam conheceram os possíveis danos que medidas pouco profissionais dentro das empresas podem causar

Publicado em 09/08/2020 às 14h00
Atualizado em 09/08/2020 às 14h00
Negócios comandados por família
Negócios comandados por família também geram desafios e novas formas de pensar. Crédito: Pixabay

O mercado brasileiro é liderado por empresas familiares: segundo dados do IBGE e do Sebrae, 90% das empresas no Brasil desse tipo. Como isso pode ser negativo para a economia do país? Pesquisas apontam que, a cada 100 empresas familiares, 70% não prosperam após a geração do fundador devido a conflitos internos e, algumas vezes, por anos de comando de um líder dominador que não desenvolve, ao longo do tempo, sucessores capazes de dar continuidade ao trabalho.

É verdade que empresas familiares tendem a ter ambientes liderados por conservadores e que as relações próximas entre os administradores possibilitam atitudes pouco profissionais. Contudo, com o passar do tempo, os líderes entenderam isso e conheceram os possíveis danos que medidas pouco profissionais dentro das empresas podem causar. Com isso, a disposição por mudar o modelo de gestão aumentou, tornando os processos mais dinâmicos a fim de evitar conflitos internos e possibilitar o crescimento dos negócios.

É claro que o caminho não é apenas reconhecer a necessidade de mudança, mas sim efetivá-la com todos os que ocupam cargos de liderança. Assim se inicia o processo de “arrumar a casa”, assumir medidas mais profissionais, colocar em prática o uso de tecnologias, estruturar o processo de desenvolvimento dos sucessores e reaproximar as estratégias de venda dos valores essenciais da empresa.

Se hoje a sua realidade é gerenciar uma empresa ao lado de seus pais e familiares e isso tem sido um desafio, procure estratégias e lembre-se de que liderar não é algo inato do ser humano, não é uma característica genética. Com isso, é preciso responsabilidade ao assumir as tomadas de decisões.

O autor Jim Collins acredita que a liderança é aprendida e, ao longo de seus estudos, solidificou sua teoria: “Para uma empresa ter um grande líder, é necessário que haja alguém na empresa que queira tornar-se um. É uma decisão, é uma escolha, é uma jornada. Não é um direito de primogenitura”.

Sendo assim, por mais que os caminhos o levem naturalmente ao controle da empresa da família, somos livres para fazer nossas escolhas e, principalmente, responsáveis por elas. Ao assumi-las, esteja disposto a “arrumar a casa” quantas vezes for necessário, busque o equilíbrio entre os interesses dos sócios e faça prosperar.

*A autora é associada do Instituto Líderes do Amanhã

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