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 Ruas do comércio voltam 
a ficar movimentadas e 
setor aquece economia
Ruas do comércio voltam a ficar movimentadas e setor aquece economia . Crédito: Fernando Madeira

ES bate recorde de novas empresas; previsão é de mais crescimento

Vantagens competitivas do Estado tornam positivas as expectativas para 2022 na economia. Avanço da vacinação e organização fiscal chamam atenção

Publicado em 24/11/2021 às 04h20

Estabilidade política e fiscal e segurança jurídica são fatores determinantes para proteger a economia local das intempéries externas. E esses são trunfos do Espírito Santo, que somados à vocação logística, compõem um ambiente atrativo aos investimentos e tornam positivas as expectativas para 2022.

O Estado capixaba, aliás, é o que mais investiu no país, segundo Relatório da Secretaria do Tesouro Nacional, entre janeiro e agosto, de forma proporcional aos gastos. Das despesas liquidadas, 10% foram utilizadas para investimentos em Infraestrutura, Saúde, Esporte e Segurança Pública.

“Esses investimentos puderam ser feitos, porque estamos bem organizados. O Espírito Santo mantém equilibrados os gastos com pessoal e encargos sociais, custeio e serviço da dívida, para que cresçam os investimentos em áreas de relevância social”, avaliou o secretário de Estado da Fazenda, Marcelo Altoé.

Para o diretor de Integração e Projetos Especiais do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), Pablo Lira, os dados parciais do PIB estadual de 2021 e os dados de redução do desemprego demostram que o Espírito Santo está retomando o crescimento econômico de forma mais intensa e acelerada que a economia nacional, graças à gestão de risco da pandemia, ao avanço da vacinação e às contas públicas organizadas.

“Contribuíram para esse resultado, o forte desempenho de crescimento do comércio, serviços e o fortalecimento da indústria, com destaque para papel e celulose, rochas ornamentais, minério de ferro e setor metalmecânico. Esses setores têm demonstrado um crescimento no Estado acima da média nacional. Além disso, a atração de grandes empresas de bens de produção final, sobretudo no Litoral Norte do Estado, tem proporcionado um crescimento mais acentuado do PIB capixaba”, elenca.

Diante desse cenário, na avaliação de Lira, o Espírito Santo tende a iniciar o ano de 2022 com crescimento do PIB estadual acima da média nacional, por volta de 2%. “Já no mercado de trabalho formal, temos queda na taxa de desemprego e sucessivos saldos positivos superiores a 45 mil postos de trabalho. É o melhor resultado desde 2012, antes da crise político-econômica nacional que se agravou em 2015”, complementa.

Reflexo do bom desempenho da economia, o Espírito Santo criou 6.089 vagas de empregos formais em setembro deste ano, de acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.

Em agosto foram criados 5.824 postos de trabalho e no ano já foram abertas 45.541 vagas de emprego em território capixaba, apesar dos impactos do coronavírus sobre a economia. Se observados os dados por setor, foram 17 mil novos postos de trabalho no segmento de serviços, 9 mil na indústria e 8 mil no comércio.

O economista e membro do Conselho Regional de Economia do Estado (Corecon-ES) Vaner Corrêa destaca que, com o avanço da vacinação contra a Covid-19 no Espírito Santo, o cenário mais crítico da crise provocada pela pandemia tende a arrefecer.

“A pandemia do novo coronavírus foi a maior catástrofe natural da nossa era. Nem mesmo a grande crise de 1929 se compara em termos de danos econômicos em níveis mundiais. Como 2022 vai ser um ano livre dessa preocupação, a economia vai poder reconstruir suas cadeias produtivas. No Espírito Santo, apesar da inflação, estamos vendo o crescimento do emprego e da renda voltando, puxado pela indústria e pelo setor de serviços, que são segmentos sobrepujantes na economia do Estado. Contudo, diante das oscilações do cenário mundial, há setores da economia capixaba que precisam ficar em alerta, como o de mineração, mas sem grandes preocupações neste momento”, avalia.

ABERTURA DE EMPRESAS NO ESTADO BATE RECORDE

Com 15.602 novas empresas abertas até outubro de 2021, o Espírito Santo bateu recorde de iniciativas empreendedoras. O número de negócios registrados na Junta Comercial do Estado nos dez meses do ano já supera as estatísticas anuais anteriores, desde 2010.

Os setores que mais contribuíram para este resultado foram o comércio varejista, com 3.142 novos negócios; empreendimentos voltados à saúde humana, com 1.524 novas aberturas; seguidos de comércio por atacado; serviços de escritório e empresas de alimentação.

O secretário de Estado da Fazenda, Marcelo Martins Altoé, está otimista com o crescimento da arrecadação tributária estadual em 2022, cuja previsão de alta é da ordem de 7,3%.

Marcelo Altoé

Marcelo Altoé

Secretário da Fazenda do Estado

"Os resultados fiscais que o Espírito Santo tem apresentado em 2021 nos permitem ter esse otimismo e uma certa tranquilidade para 2022. A retomada da economia neste ano gerou um aumento importante na arrecadação de ICMS no Estado, da ordem de 27%"

“Essa arrecadação permitiu ao Estado fazer investimentos importantes em Saúde, Educação e Obras de Infraestrutura. Em alguma medida, esse crescimento tributário deve se repetir no próximo ano”, destaca Altoé.

O secretário ressaltou outra peculiaridade da economia estadual, que é o endividamento líquido negativo do Estado.

“As disponibilidades financeiras que o Estado tem são superiores ao pagamento da totalidade das despesas correntes. É pouco provável que outros estados tenham esse diferencial. Além disso, o superávit de 2021 está na casa dos R$ 2 bilhões. Esses resultados nos tranquilizam. A preocupação do governo do Estado com o equilíbrio da política fiscal é o que nos protege dos piores efeitos das crises externas”, avalia.

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