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Deputada federal Tabata Amaral
Tabata Amaral

"Machismo é a coisa mais suprapartidária que existe na política"

Deputada federal fala sobre os desafios das mulheres na política, as resistências que encontrou no Congresso Nacional e os principais assuntos políticos da atualidade

Deputada federal Tabata Amaral
Publicado em 12/07/2021 às 02h01

Filha de um cobrador de ônibus e de uma bordadeira, a deputada federal Tabata Amaral (sem partido-SP) é uma das vozes femininas mais atuantes do Congresso Nacional. Aos 24 anos, a parlamentar figurou como a sexta candidata mais votada de São Paulo, somando cerca de 264 mil votos em 2018.

Criada na periferia paulista, Tabata ocupou espaços tradicionalmente masculinos muito antes de entrar para a política. Formada em Ciências Sociais e Astrofísica em Harvard, ela se soma a 76 mulheres que ocupam cadeiras na Câmara dos Deputados, composta majoritariamente (85%) por homens.

Em entrevista exclusiva para o Todas Elas, a deputada – que recentemente assumiu a coordenação da Comissão Externa Sobre Violência Doméstica – destacou os desafios que as mulheres enfrentam na política e contou sobre as descriminações que ainda sofrem na Casa, que deveria ser um espaço amplamente democrático.

Para além da pauta de gênero, Tabata Amaral comentou sobre os problemas impostos pela pandemia da Covid-19 e as expectativas das eleições do próximo ano e analisou fatos políticos que estão em debate no cenário nacional, como a CPI da Covid e as suspeitas que pairam sobre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Confira a entrevista:

A senhora já relatou, em entrevistas anteriores, ter enfrentado discriminações por ser mulher, inclusive na política. Quais os episódios que destacaria?

Quando a gente fala da violência política de gênero é um contínuo, vai de microataques até assassinatos, como o da Marielle Franco. Durante a campanha, não só eu fui assediada em um espaço público, mas como eu tinha uma equipe composta majoritariamente por mulheres que, em uma reunião, sofreram com membros do partido que começaram a subir a voz, em tom de ameaça. A partir desse episódio, criamos a regra de não fazer encontros sozinhas e de realizá-los só em espaços públicos. Já no mandato, tem desde as inúmeras vezes em que sou barrada na entrada da Câmara dos Deputados até outros parlamentares que me chamaram de burra e falaram da cor do meu batom. Além dos ataques nas redes sociais, seja sendo chamada de "puta" ou "vagabunda", até as próprias ameaças, de que eu merecia ser estuprada. A resposta mais efetiva é lutar para que outras mulheres ocupem este espaço e faço isso por meio de iniciativas como o projeto "Vamos Juntas", por exemplo. Acredito que essas situações mudam quando tipifica o crime, quando denuncia e quando se faz o debate a respeito, mas também quando a presença da mulher deixa de ser algo tão solitário.

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"Digo que a violência contra a mulher é contínua, porque reflete a discordância e o incômodo pela ocupação do espaço, tem um quê de violência contra a mulher que está na política"

A senhora está desde 2019 na Câmara dos Deputados. Quais resistências ainda sofre atualmente? Sente que faltou algo para enfrentar isso? Mais apoio do partido, por exemplo?

Não tem uma fórmula pronta de como reagir a um assédio ou xingamento, porque essas coisas não deveriam acontecer, ainda mais em um espaço democrático que deveria ser o da política. Dependendo do que ouço, faço uma piada, pergunto por que a pessoa está falando aquilo ou fico em silêncio. Às vezes, decido que não vou levar adiante porque não vão acreditar em mim e vão usar o episódio para deslegitimar a minha luta na educação, por exemplo. Em outros casos, a minha vida está em risco, há uma ameaça real, daí aciono a polícia, o advogado. No entanto, há processos em que a gente é mais questionada e criticada do que a pessoa que cometeu o assédio ou a ameaça. Em relação a apoio, eu tenho e há homens que são sensíveis à causa. Eu divido o gabinete com o deputado Felipe Rigoni (PSB-ES) e com o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Eles já presenciaram várias vezes algo que foi dito e se posicionaram do meu lado. Infelizmente, não foi esse tipo de apoio que encontrei no partido (PDT). Fui colocada como "blogueira" que só teria no máximo 5 mil votos. Tive experiência com lideranças que a discordância foi tratada como desobediência e partiram para o ataque pessoal e de gênero. O machismo não é um problema de esquerda, nem de direita. Por isso, precisamos de reforma estrutural. A maioria dos líderes partidários é de homens brancos e ricos.

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"Eu sempre digo que o machismo é a coisa mais suprapartidária que existe na política"

Esse tipo de ataque já fez a senhora pensar em desistir? De onde tirou forças para continuar?

O primeiro, eu estava no plenário e um militante partidário colocou no Facebook que eu deveria ser fuzilada e, depois, se vissem que estavam errados, davam o meu nome para uma escola. Lembro até hoje da ânsia que eu senti. Fui correndo para o banheiro, pensando no quanto eu lutei para chegar neste lugar, diferente de tantas pessoas que receberam o cargo do partido ou do avô. Neste caso específico, muitos juristas interpretaram a fala dele como liberdade de expressão. O segundo episódio é mais recente, deste ano. Disseram que iam deformar a minha cara com um taco debaseball. Eu lembro do medo e de refletir: "Eu não tenho dúvida do meu propósito, mas vale à pena?" Sempre concluo que sim. Quando eu fui aceita em Harvard, quatro dias depois eu perdi o meu pai, de forma bastante trágica, e disse não para todos os lugares que fui aceita, porque achava que aquele era um passo maior que a minha perna, porque quando consegui alcançar o meu maior sonho, tinham tirado meu pai que era o meu maior incentivador. Só fui para Harvard porque os professores, até brinco que é golpe baixo, me convenceram que não dizia respeito só a mim, mas sobre todo mundo que olharia para mim e pensaria que quem vem de escola pública também pode. Hoje, (terça-feira, 29), eu cheguei super cedo em Brasília, e duas meninas vieram me pedindo para tirar foto. Eu perguntei o nome, qual era o sonho delas. Uma disse que queria morar na Holanda e que o movimento feminista tomasse todo o Brasil. Eu fiz um soquinho com a mão e disse "estamos juntas". Talvez, há alguns anos, ela não tivesse uma deputada jovem para se inspirar. Com isso, não quero dizer que sou o modelo perfeito, mas que sou um dos poucos que têm hoje.

Deputada federal Tabata Amaral
Atualmente, a deputada Tabata Amaral tem 26 anos e está sem partido. Crédito: Reprodução | Redes Sociais

No ano passado, a senhora lançou o livro "Nosso Lugar: o caminho que me levou à luta por mais mulheres na política". Entre outras coisas, ele tem uma parte destinada a ajudar mulheres que querem entrar na política. Quais seriam os conselhos mais importantes?

Uma coisa muito presente para mim foi a atuação em grupo. Já participei de quatro projetos, todos eles mobilizando dezenas ou centenas de voluntários. Em todos eles, eu tinha pessoas ao meu lado. Isso é muito importante, especialmente para quem vem de fora da política, que tem que correr muito mais. São muitas barreiras. O filtro para a gente é muito maior e mais criterioso. Quando olha para as intersecções: mulheres negras, indígenas, trans... a situação é ainda pior. Falo muito também da importância de a gente entender que qualquer ataque, dúvida, não tem relação com a nossa capacidade. Não teve um dia no ensino fundamental ou médio em que eu não achava que não era boa o suficiente, porque eu ouvia muito mais piadinhas do que meus colegas. Eu não quero isso para mim nem para outras mulheres. Quero que a gente olhe e fale: "estão me questionando porque eu sou mulher e não porque não treinei o suficiente".

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"Um estudo do 'Instituto Vamos Juntas' mostrou que mulheres apresentam mais projetos e aprovam mais que os homens, proporcionalmente"

Quais os principais desafios que as mulheres encontram atualmente no Congresso?

Entre os desafios estão as presidências de partidos e de comissões que são homens priorizando homens. Tem essa barreira de ocupação de espaço. É muito comum ser a única mulher da sala. Uma vez, um deputado achou engraçado perguntar quem eu queria provocar com o meu batom vermelho. São várias atitudes que tentam nos deslegitimar. Os desafios vão desde piadinhas a agressões, dizendo que a gente não deveria estar aqui, mas vamos combater isso aprovando projetos importantes e mostrando que este lugar também é nosso.

Recentemente, a senhora assumiu a coordenação da Comissão Externa Sobre Violência Doméstica Contra a Mulher. Qual a importância dessa comissão e quais benefícios espera que ela traga?

Essa é uma comissão que foi criada há dois anos. Quem coordenava era a Flávia Arruda (PL-DF). O objetivo é fiscalizar, acompanhar e dar visibilidade a políticas públicas de combate à violência doméstica e ao feminicídio, contribuindo para que se tornem políticas públicas nacionais. Na pandemia, as mulheres tiveram que ficar em casa com os seus agressores. Esse é um lado dela que é pouco comentado. Então, estamos construindo um plano de trabalho para que a gente possa ir às cinco regiões do país para fiscalizar, dar visibilidade onde o combate e o amparo não estão sendo feitos e usar a influência da Câmara a favor.

Estudos mostram que o número de denúncias de violência contra a mulher cresceu durante a pandemia. O que acha que precisa ser feito para que haja uma melhora nesse índice?

Como ativista pela educação, não consigo não trazer a aprovação do projeto "Namoro Sem Violência" na resposta. Vários estudos mostram que esse padrão de violência começa nos namoros. A violência segue um contínuo: é o parceiro que pega o celular, que joga algo fora, que ameaça, que fala sobre a roupa. Então, temos levar essa discussão para as escolas, para meninos e meninas. Tem gente que questiona se isso não é papel da família. Porém, muitas famílias não têm repertório, vão repetir essas violências. Ou seja, é papel da escola, sim. Não acho que essa transformação vem sem a educação. Já no combate efetivo, temos um marco legal que é a Lei Maria da Penha, que é reconhecida internacionalmente. A gente falha na implementação dela. Quando você olha os recursos destinados à violência doméstica, vemos uma queda brusca na aplicação desse dinheiro. Se a gente não tem efetivos, isso não se torna política pública lá na ponta. Mais do que aperfeiçoar a lei é priorizá-la. Infelizmente, essa vem sendo uma área na qual temos regredido.

No que diz respeito aos direitos das mulheres, houve um retrocesso nos últimos anos, para além dos efeitos da pandemia?

A pandemia, obviamente, foi um golpe duro. Para além dela, podemos falar especificamente de duas alavancas do governo Bolsonaro. Uma é a do exemplo. Na hora em que o presidente xinga uma jornalista, uma mulher, isso enfraquece a nossa luta, porque o representante mor da democracia está dizendo que está tudo bem não tratar a mulher de maneira igual ao homem. Para mim, isso é muito óbvio. E tem a alavanca técnica. A gente fez um requerimento de informação para entender os recursos destinados para o combate à violência de gênero e houve uma queda brusca de arrecadação e utilização. Se o Ministério dos Direitos Humanos não executa as políticas públicas de acolhimento, é claro que a gente vai regredir no combate. Isso pode parecer menos perceptível, mas é muito impactante.

Tabata Amaral deixou o PDT, entre outras razões, por episódios de discriminação por ser mulher. Crédito: Reprodução | Redes Sociais
Tabata Amaral deixou o PDT, entre outras razões, por episódios de discriminação por ser mulher. Crédito: Reprodução | Redes Sociais

Há expectativa de que, na reforma política analisada na Câmara, haja uma reserva de cadeira para mulheres no Legislativo. Como avalia essa proposta?

Eu defendo, sim, a reserva de cadeiras. Acho que é a forma mais efetiva de caminhar para uma sociedade mais justa. O que me preocupa muito é a reforma política da Câmara, porque tem o "distritão". Fizemos um estudo a respeito e basicamente 17 deputados teriam sido reeleitos, menos mulheres seriam eleitas e a única deputada indígena não seria eleita. Nesse sentido, a reforma que está sendo discutida vai ser muito ruim para a democracia. Na hora que você tem reformas que querem transformar faltas graves em meros equívocos é um salvo conduto para a corrupção. Deveríamos estar indo no caminho contrário. E, como membro da bancada feminina, espero que a gente não aceite tamanho retrocesso em troca da reserva de vagas.

Acha que essa proposta, de reserva de cadeiras, tem clima para passar no Congresso?

Essa é uma matéria que já tentou ser votada no passado e é quase unanimidade na bancada feminina, mas não acho que seja o caso fora dela. Então, vai depender muito do envolvimento da sociedade, se organizações estarão presentes. Por isso, acho ruim se dar no meio de uma pandemia.

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"Se todo mundo concorda que homens e mulheres são igualmente capazes, a reserva nada fará além de aumentar a qualidade do Congresso. A diferença é que dessa forma isso vai acontecer mais rápido "

A senhora é autora do Projeto de Lei nº 1685/2021, para destinar recursos para um partido de acordo com o desempenho das respectivas candidatas mulheres. Essa seria uma proposta complementar?

Sim. Essa também é uma pauta muito defendida pela bancada feminina, para que possam levar a sério as candidaturas de mulheres. Essa medida já foi aplicada em outros países. Ela não aumenta o fundo, só faz uma redistribuição para os partidos que ficarem acima da média de mulheres recebam incentivo, e os que tiverem menos que a média percam recursos. Hoje, o que está posto permite que os partidos façam maracutaias.

A senhora já se posicionou contra a descriminalização do aborto de forma mais ampla e chegou a ser atacada por isso, inclusive por mulheres. Por que se colocar como feminista e não defender essa pauta? Não é contraditório?

Eu sou contra a descriminalização indiscriminada do aborto. Essa é uma posição pessoal da qual não consigo fugir. Não acho que sejam comparáveis a gravidez fruto de um estupro e a gravidez em estado avançado em que se descobre que o feto apresenta alguma deficiência. Nunca vou me furtar a debater essa pauta, mas não consigo trazer apenas um sim ou não. Não consigo achar que todos os casos podem ser tratados da mesma forma. O que eu posso fazer é estar aberta ao debate e procurar diferentes pessoas para debater, porque sei que é questão de saúde pública, que afeta mulheres, especialmente as negras e as mais pobres. Nesse debate, toda a sociedade precisa ser ouvida e não só um parcela de feministas. A discordância que gerou os ataques não acontece com toda a população, mas só de uma parte dela que precisa aprender a dialogar.

Vê alternativas à polarização na eleição de 2022? Um caminho para uma terceira via?

Eu trabalho manhã, tarde e noite para que tenha uma alternativa para além do PT e de Bolsonaro, não porque acho que sejam iguais, mas porque acho que precisamos dar uma opção. Já votei em Haddad em 2018 e não pensaria um segundo em votar em uma outra pessoa contra o Bolsonaro. Obviamente, não vamos conseguir fazer isso se tivermos dez ou 15 candidatos. O meu esforço é, justamente, para que as pessoas que estejam entre as candidaturas possam conversar e unir forças. Se não conseguirem, aí sou menos otimista.

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"As eleições do próximo ano serão civilização versus treva, e eu espero poder estar em um projeto que quebre a polarização PT e Bolsonaro"

Como vê os caminhos da CPI da Covid? Acredita que pode ter alguma implicação para o presidente Jair Bolsonaro?

Eu não sei e acho que ninguém sabe. Não sei o que vai acontecer em relação à CPI, mas, sinceramente, acho que se nada acontecer, ela, por si só, já vai ter cumprido o seu papel. Porque na hora que você descobre o número de e-mails da Pfizer, o escândalo da Covaxin, que há perseguição a servidores... É muito importante. Ver que ele não é resposta à corrupção e que, ainda por cima, é uma ameaça ao nosso povo e à nossa democracia. Dar luz sobre todas essas questões é suficiente por si só.

Como avalia a notícia-crime apresentada pelos senadores por suposta prevaricação do presidente Jair Bolsonaro na compra da vacina indiana Covaxin? (No dia 2 de julho, após a realização da entrevista, o Supremo Tribunal Federal autorizou a abertura de inquérito para investigação do chefe do Executivo federal.)

Concordo 100%. O que o governo Bolsonaro fez e vem fazendo é criminoso. Já era criminoso mesmo antes do escândalo envolvendo a Covaxin. É um governo responsável por 375 mil mortes. Com a Covaxin, o problema ficou ainda mais evidente. Uma coisa que venho pontuando é que conheço pessoas que optaram pelo Bolsonaro nas últimas eleições. Isso eu consigo entender, por mais que eu discorde. O que eu não consigo entender mais é quem continua apoiando. Os que ainda apoiavam diziam que o apoio era porque o governo tinha tirado a corrupção do poder, mas agora ficou claro que não é isso. Ele é tão ou mais corrupto e ainda desumano, deixando nosso país no caos.

Deputada federal Tabata Amaral
Tabata Amaral foi criada na Vila Missionária, bairro de periferia no extremo sul de São Paulo (SP). Crédito: Reprodução | Redes Sociais

A educação será um grande desafio para o pós-pandemia. Quais são os pontos principais que devem ser trabalhados pelos parlamentares para minimizar os impactos que os alunos tiveram nesse período?

A nossa batalha mais longa foi pelo PL da Conectividade. Esse é um projeto que a bancada da educação lutou, que foi aprovado no Senado no final do ano, vetado pelo presidente e só agora acabou sancionado, após a derrubada o veto. Ele é importante porque vai levar acesso a internet a 18 milhões de alunos e a 1,5 milhão de professores. Essa, para mim, era a resposta mais urgente. Olhando para frente, tem um projeto que visa combater a evasão escolar. Hoje, temos milhões de alunos fora da escola e, antes mesmo da pandemia, a gente já sabia que a evasão custava R$ 214 bilhões, cerca de 3% do nosso PIB. Alunos que não terminam o ensino médio são menos produtivos, têm mais chances de usar o SUS, de se envolver com criminalidade e estar em situação de cárcere. O projeto que apresentamos com o objetivo de diminuir a evasão escolar é a "poupança ensino médio". Custará menos de 1% do que perdemos todos os anos com esse problema. Funciona assim: quando o aluno termina o primeiro ano, ele recebe R$ 500. No fim do segundo, R$ 600, e R$ 700 no terceiro. No caso de curso profissionalizante, seria mais R$ 800. Ele só pode sacar todo o dinheiro quando termina o ensino médio. O projeto já teve a sua urgência aprovada e acho que vai ter uma contribuição gigante. Essa busca ativa tem que ser, na minha opinião, a missão de todo mundo.

Em maio deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou a senhora a se desfiliar do PDT por justa causa. Qual o tipo de partido que está buscando para se filiar? Já tem legendas em vista?

Essa decisão é muito recente. Vale ressaltar que o ministro (Luís Roberto) Barroso citou a violência de gênero que guiou os ataques de líderes do PDT a mim. Atualmente, estou conversando com vários partidos e estou um pouco longe de bater o martelo, mas posso citar duas questões que estão sendo tratadas como essenciais. A primeira é de um projeto viável que consiga derrotar o Bolsonaro. Eu perdi a minha avó para a Covid-19 e outras pessoas muito queridas, assim como muitos. Você saber que mortes poderiam ter sido evitadas e que o governo estava tentando roubar dinheiro é muito revoltante. A segunda coisa, eu busco um partido que me permita continuar lutando pela educação, pelas mulheres e que dê espaço para uma renovação interna. Espero que, nos próximos meses, eu tome uma boa decisão.

Pretende disputar a reeleição na Câmara dos Deputados em 2022?

Sim, espero que sim. Tenho uma missão muito importante para cumprir, especialmente na educação. Lutarei muito por isso, para que a gente possa fazer isso sem Bolsonaro e olhando para frente.

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