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Imposto de Renda 2026: veja como se organizar para fazer a declaração

Imposto de Renda 2026: veja como se organizar para fazer a declaração

Organização antecipada de documentos e comprovantes pode evitar erros, atrasos e aumentar as chances de receber restituição nos primeiros lotes

Publicado em 5 de março de 2026 às 10:03

Declaração do Imposto de Renda
Prazo de envio da declaração do Imposto de Renda deve começar em março. Crédito: Divulgação

Com a aproximação da hora de fazer a declaração do Imposto de Renda 2026, os contribuintes já podem começar a se mobilizar para reunir documentos e evitar contratempos com a Receita Federal. A expectativa é que o período de envio tenha início em 16 de março, com duração até 29 de maio.

A orientação de especialistas é clara: antecipar a organização pode fazer diferença tanto para evitar erros quanto para garantir a entrega dentro do prazo. Isso porque, neste período, aumenta a procura por informes de rendimentos junto a empresas, bancos e outras instituições, o que pode gerar atrasos para quem deixa tudo para a última hora.

Em entrevista para a rádio CBN Vitória, a empresária contábil Carla Tasso recomenda que, de início, procurar um profissional é o primeiro passo para organizar a declaração. Assim, é possível começar o levantamento de documentos e informes, evitando atrasos.

Quem não declarar será multado em, minimamente, R$ 165, podendo chegar a 20% do valor do Imposto de Renda. Isso gera bloqueio do CPF, atrapalhando o contribuinte em várias esferas, como abrir contas em banco, adquirir bens e imóveis

Carla Tasso

Empresária contábil

Como se preparar?

Entre os principais documentos que já podem ser separados estão os informes de rendimentos, que devem ter sido disponibilizados por empregadores e instituições financeiras até o fim de fevereiro, além de comprovantes de despesas médicas e educacionais, recibos de aluguel, dados de previdência e informações sobre bens e direitos.

Também é importante conferir dados pessoais e dos dependentes, além de reunir documentos que comprovem compra e venda de imóveis, veículos e aplicações financeiras. A recomendação é garantir que todas as informações estejam consistentes, já que divergências estão entre os principais motivos que levam os contribuintes à malha fina.

“Com a reforma tributária, em questão de pessoa física, muda mais para quem tem locações. Quem tem mais de três locações precisará ter um CNPJ, fazendo com que passe a declarar tanto por pessoa física quanto por pessoa jurídica”, explica Carla.

Terceira edição do Diálogos Reforma Tributária foi realizada em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do ES

Outro ponto de atenção é que a declaração deste ano se refere aos rendimentos obtidos em 2025, sem mudanças significativas nas regras em relação ao ano anterior. Alterações mais recentes, como a ampliação da faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil mensais, só terão impacto prático nas declarações a partir de 2027. É aconselhável resolver as pendências, como dívidas em aberto, antes do período de prestar contas ao Leão.

Além de reduzir o risco de inconsistências, a organização antecipada pode acelerar o processamento da declaração e aumentar as chances de receber a restituição – caso haja – nos primeiros lotes. Especialistas reforçam que planejamento e atenção aos detalhes são fundamentais para evitar problemas com o Fisco e garantir uma prestação de contas mais tranquila.

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