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Soro fisiológico

Saiba como fazer lavagem nasal corretamente

Prática ajuda na limpeza das vias aéreas e pode contribuir para o controle de sintomas respiratórios quando indicada corretamente

Publicado em 19 de Fevereiro de 2026 às 15:53

Redação de A Gazeta

Publicado em 

19 fev 2026 às 15:53
Lavagem nasal
A frequência da lavagem nasal varia conforme a necessidade individual e a orientação médica Crédito: Shutterstock/ sirikuan07
A lavagem nasal consiste na irrigação das cavidades nasais com soluções salinas, geralmente soro fisiológico, e tem como objetivo promover a limpeza das vias aéreas superiores, auxiliando na remoção de secreções, partículas de poeira, poluentes, alérgenos e microrganismos que se acumulam no nariz ao longo do dia e podem favorecer inflamações e infecções respiratórias. O procedimento é reconhecido pela Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial e pelo Ministério da Saúde como um recurso simples e eficaz para a manutenção da saúde respiratória.
De acordo com o otorrinolaringologista Roberto Novaes, da Unimed Sul Capixaba, a principal finalidade da lavagem nasal é manter a mucosa nasal limpa e funcional. “Ao remover secreções e agentes irritantes, a irrigação ajuda o nariz a cumprir melhor seu papel de filtrar, aquecer e umidificar o ar que respiramos, o que impacta diretamente na qualidade da respiração”, explica.
A prática é considerada saudável e segura quando realizada da forma correta e com orientação adequada. A irrigação nasal é indicada tanto para prevenção quanto como apoio no tratamento de condições como rinite alérgica, sinusite, resfriados, gripes, crises de congestão nasal, além de ser útil no período pós-operatório de cirurgias nasais. O especialista explica que, em muitos casos, o hábito regular contribui para a redução da frequência e da intensidade dos sintomas respiratórios.
Para realizar a lavagem nasal, recomenda-se o uso de soro fisiológico em temperatura ambiente, aplicado com seringas, frascos próprios ou dispositivos específicos de irrigação. A cabeça deve ser levemente inclinada, permitindo que a solução entre por uma narina e saia pela outra, promovendo a limpeza das cavidades. O médico orienta que “o procedimento deve ser feito com cuidado, sem força excessiva, respeitando o conforto de cada pessoa, especialmente em crianças”.
A frequência da lavagem nasal varia conforme a necessidade individual e a orientação médica. Em situações de maior exposição a agentes irritantes ou durante crises alérgicas e infecciosas, a irrigação pode ser feita de uma a duas vezes ao dia. Já em períodos sem sintomas, pode ser utilizada de forma preventiva, ajustando a regularidade conforme a rotina e o ambiente.
Sobre o uso de dispositivos do tipo Nasoar ou semelhantes, o otorrinolaringologista destaca que eles podem ser benéficos por facilitarem a irrigação e melhorarem a eficácia da limpeza nasal. No entanto, ele pondera que “esses dispositivos não substituem completamente outros tratamentos quando há indicação médica, mas podem reduzir a necessidade de medicamentos em quadros leves e auxiliar no controle dos sintomas, sempre dentro de um acompanhamento profissional”.

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