Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 16:38
Com o retorno das crianças às escolas, muitos pais enfrentam o desafio de montar uma lancheira que seja, não apenas prática, mas também saudável e atrativa para os pequenos. A nutricionista clínica funcional Luzia Santos, parceira da Zaytas, destaca a importância de se evitar alimentos ultraprocessados e investir em opções nutritivas e coloridas, que possam influenciar positivamente os hábitos alimentares das crianças desde cedo. >
O início da vida escolar é um momento crucial no desenvolvimento infantil, quando os pequenos começam a socializar e a serem expostos a diferentes hábitos alimentares. A alimentação desempenha um papel significativo nesse processo, pois é influenciada não apenas pelo que é oferecido em casa, mas também pelos alimentos consumidos pelos amiguinhos. >
“Os filhos são espelhos dos pais. Em uma casa onde os hábitos alimentares são ruins, não tem como uma criança aprender a comer saudável, o exemplo arrasta. A responsabilidade da alimentação da criança é 100% dos pais. Se a família tem hábitos saudáveis, é consequência a criança também ter. Ela precisa ver o exemplo em casa e ter somente opções de comida de verdade, deixando para comer as ‘besteirinhas’ nas festinhas, casa de amigos ou finais de semana. Os ultraprocessados ou alimentos com calorias vazias tem que ser a exceção e não a regra”, explica Luzia. >
Introduzir novos alimentos na dieta das crianças pode ser um desafio, especialmente quando elas preferem opções de baixa qualidade nutricional. No entanto, com algumas estratégias inteligentes, é possível incentivá-las a experimentar e aceitar alimentos mais saudáveis. >
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“O primeiro passo é não oferecer esses ultraprocessados. A criança não tem que ter acesso a esses alimentos com tanta facilidade. Óbvio que ela vai gostar mais de um biscoito, salgadinho, achocolatado do que de frutas, vegetais... é muito mais palatável e viciante. É um trabalho de formiguinha, tem que ter paciência, mas se os hábitos da casa forem saudáveis, vai ser bem mais fácil na hora da fome, a criança pegar uma banana e não um biscoito recheado. Afinal, não vai ter biscoito em casa e sim banana”, afirma a nutricionista.>
A nutricionista diz que uma lancheira saudável deve conter frutas já lavadas e de fácil manuseio (uvas, morango, maçã, pera, banana) e, no lugar de sucos de caixinha, dê preferência para água de coco, verificando a composição, que deve conter apenas dois ingredientes: água de coco e vitamina c como conservante. "Se for enviar bolos ou salgados, como tortas ou muffins, que sejam feitos em casa com uma boa farinha sem glúten, como por exemplo a de 100% mandioca, e adaptar a receita com ingredientes mais saudáveis trocando o óleo de soja por azeite ou óleo de coco, o açúcar refinado por açúcar mascavo, demerara, coco, tâmara ou mel”, ensina a profissional. >
A variedade de alimentos na lancheira é super importante para garantir que as crianças recebam todos os nutrientes necessários para seu crescimento e desenvolvimento saudáveis. “Deve conter alimentos fontes de carboidratos, proteínas e gorduras de boa qualidade, como frutas, ovinhos de codorna, bolinhas de queijo de búfala, queijo maturado, torta de frango, mini kibe de carne moída assado, alimentos ricos em cálcio, ferro e ômega-3”, explica Luzia.>
As quantidades variam de criança para criança, de acordo com idade, peso e estatura. O ideal é o acompanhamento de um nutricionista ou pediatra. “A principal regra da nutrição é saber quando está saciado: ‘Está satisfeito? Pare de comer!’. Como a criança ainda não tem esse domínio tão apurado, a consulta com profissionais pode ajudar”, aconselha.>
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