Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 17:29
O peixinho-da-horta ( Stachys byzantina ) é uma planta com folhas aveludadas, muito conhecida por seu sabor curioso: quando empanada e frita ou assada, lembra o gosto de peixe — daí o apelido. É considerada uma Planta Alimentícia Não Convencional (PANC), ou seja, um alimento comestível pouco explorado no dia a dia, apesar do potencial nutricional. >
A planta tem origem associada a regiões do Oriente Médio e da Ásia, mas se adaptou muito bem ao cultivo em hortas e jardins no Brasil. Na culinária, ela chama atenção pela versatilidade, podendo ser usada em preparos simples, e por oferecer compostos que contribuem para a saúde. Veja! >
O peixinho-da-horta se destaca por ser uma planta que oferece nutrientes importantes para o organismo, especialmente quando entra no cardápio como substituto de alimentos ultraprocessados. Suas folhas concentram compostos naturais que ajudam a enriquecer refeições do dia a dia, como lanches, entradas e acompanhamentos. >
Além disso, por ser uma PANC, ela amplia a variedade alimentar, o que é positivo para a saúde intestinal e para o equilíbrio nutricional. Essa diversidade também ajuda a reduzir a monotonia alimentar, incentivando escolhas mais naturais. Para quem busca melhorar a qualidade da dieta, é uma alternativa interessante e acessível. >
>
As folhas do peixinho-da-horta possuem fibras, que são essenciais para o funcionamento do intestino e para a saúde como um todo. As fibras contribuem para a formação do bolo fecal, favorecendo o trânsito intestinal e ajudando a prevenir constipação. Além disso, elas ajudam a promover saciedade, o que pode ser útil para quem deseja controlar a fome ao longo do dia. >
Outro ponto importante é que as fibras colaboram com o equilíbrio da microbiota intestinal, conjunto de bactérias benéficas que influencia até a imunidade. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo diário recomendado para adultos é de, no mínimo, 25 g de fibras. >
O consumo de vegetais , especialmente folhas, é frequentemente associado a uma alimentação que beneficia o sistema cardiovascular. No caso do peixinho-da-horta, a presença de fibras e compostos antioxidantes pode ajudar a manter o equilíbrio do organismo e apoiar a saúde do coração. >
As fibras, por exemplo, participam do controle de gorduras no sangue, como o colesterol. Isso é importante principalmente porque, segundo o Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares associadas ao colesterol alto estão entre as principais causas de mortes no mundo. Ainda conforme o órgão, anualmente, cerca de 360 mil brasileiros morrem em decorrência dessas condições. >
O peixinho-da-horta também pode contribuir para a imunidade por conter compostos bioativos encontrados em folhas comestíveis. Esses compostos ajudam o corpo a lidar melhor com agressões do ambiente, como poluição, excesso de açúcar na dieta e estresse, fatores que podem enfraquecer as defesas naturais. >
Além disso, o consumo de vegetais variados fornece vitaminas e minerais importantes para a manutenção do organismo. Quando a alimentação é rica em folhas, o corpo tende a responder melhor a infecções e inflamações do dia a dia. Vale lembrar que nenhum alimento “cura” doenças sozinho, mas pode colaborar com a prevenção. >
Por ser uma folha com fibras, o peixinho-da-horta pode ajudar na sensação de saciedade. Isso acontece porque alimentos com fibras tendem a permanecer mais tempo no estômago, reduzindo a vontade de comer em intervalos curtos. Além disso, quando preparado com ingredientes equilibrados (como farinha integral e aveia), ele vira uma opção de lanche mais nutritiva do que salgadinhos industrializados. >
O peixinho-da-horta pode ser consumido principalmente com as folhas, sempre bem higienizadas. A forma mais popular é empanar (com ovo e farinha, ou versões mais leves como aveia e farinha de arroz) e preparar na air fryer, no forno ou na frigideira com pouco óleo, até ficar crocante. Ele também pode ser usado refogado com alho e azeite, em omeletes, tortas salgadas, recheios e até em preparos que lembram “chips” de folhas. >
Para manter o sabor e os nutrientes, o ideal é evitar excesso de óleo e frituras frequentes, preferindo assar ou usar a air fryer. Assim, a planta se torna uma opção diferente, versátil e interessante para variar o cardápio com mais saúde. >
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta