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Meditação no BBB 26: veja 4 dicas para começar a meditar sozinho

Meditação no BBB 26: veja 4 dicas para começar a meditar sozinho

Dez minutos diários já são suficientes para estimular novos caminhos neurais, reduzir ansiedade e estresse e aumentar a clareza mental

Publicado em 21 de janeiro de 2026 às 19:40

Aline Campos
Aline Campos meditou durante sua permanência no BBB 26 Crédito: Reprodução @BBB

Uma fala sobre meditação virou assunto nas redes sociais durante o primeiro Sincerão do Big Brother Brasil 26 nesta semana. Ao comentar o momento de tensão entre participantes, a atriz Larissa Manoela sugeriu que algumas pessoas poderiam “meditar” para analisar melhor suas questões internas, em resposta a um comentário irônico feito por Ana Paula Renault ao criticar a prática dentro da casa pela influencer Aline Campos, eliminada desta terça-feira (20). 

Essa repercussão traz à tona uma dúvida comum entre quem ouve falar de meditação: afinal, é possível meditar sozinho, ou é preciso um guia?

Segundo a instrutora de Yoga Karí Váss, da Ashiyana Brasil, meditar sozinho é absolutamente possível e, com o tempo, faz parte do amadurecimento da prática. No início, a orientação de um professor ou a participação em grupos ajuda a aprender as bases, como postura, respiração e foco. Com a prática regular, a pessoa passa a reconhecer seus próprios estados mentais e pode conduzir a meditação por conta própria.

Karí explica que o maior desafio de quem tenta meditar hoje em dia não está na técnica em si, mas no excesso de estímulos que fragmentam a atenção, como telas, notificações e a rotina agitada, tornando mais difícil o recolhimento interior.

4 passos para começar a meditar sozinho

Escolha um ambiente tranquilo. O primeiro passo é criar um espaço que favoreça o recolhimento. Não precisa ser silencioso de forma absoluta, mas deve transmitir conforto e sensação de segurança. “O ambiente funciona como um convite para o sistema nervoso desacelerar. Quando o corpo se sente seguro, a mente tende a acompanhar”, explica.

Cuide da postura, sem rigidez. Manter a coluna ereta ajuda na atenção, mas sem tensão. A ideia não é forçar uma posição idealizada. “A postura serve para sustentar a presença, não para gerar desconforto. Se o corpo dói, a mente entra em estado de alerta”, orienta a instrutora.

Use a respiração como âncora. A respiração é o principal ponto de apoio da meditação. A recomendação é apenas observar o ar entrando e saindo, sem tentar controlar o ritmo. “A respiração é a ponte entre o corpo e a mente. Quando você a observa, o sistema nervoso começa a sair do modo de sobrevivência e entrar em estado de calma”, afirma Karí.

Abandone a ideia de certo ou errado. Um dos erros mais comuns é achar que meditar exige performance ou ausência total de pensamentos. “Não existe meditação perfeita. O foco é perceber um estado interno de presença e quietude, mesmo que os pensamentos ainda apareçam”, ressalta.

Segundo a especialista, a duração da prática também não precisa ser longa para gerar efeitos. Dez minutos diários já são suficientes para estimular novos caminhos neurais, reduzir ansiedade e estresse e aumentar a clareza mental. “A regularidade é mais importante do que o tempo. A prática frequente ativa o sistema nervoso responsável pela regeneração e pelo bem-estar”, diz.

Para quem está começando, vale explorar técnicas simples, como meditação focada na respiração, atenção plena (mindfulness) ou visualizações guiadas. “Apesar das diferenças, todas têm o mesmo objetivo, que é acalmar o sistema nervoso e trazer a atenção para o momento presente”, conclui.

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