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Comportamento

Onde fica a alma? Bem ali onde dói

O artigo de Gina Strozzi para a Revista AG deste domingo
Redação de A Gazeta

Publicado em 

23 set 2018 às 15:45

Publicado em 23 de Setembro de 2018 às 15:45

Alma, olhar, mulher, feminino Crédito: Pixabay
A alma – ou a psiquê – significa sopro, respiração, ar, vida. No hebraico antigo alma tem um sentido de ânimo, algo que existe e se move. A alma é a sede de tudo que há de mais complexo, sensível e misterioso dentro de nós. Ela faz referência à nossa parte imaterial, uma vez que existe, mas não pode ser observada nem medida. É intocável, intangível. Sua definição é de um exercício da intuição não corporeificada. O que nos fica claro, devido à sua natureza imaterial, é a certeza de que quanto menos irreal ela parece, mais todos nós a sentimos no real. Em suma: a alma nos escapa! No argumento mais reflexivo, encontramos um conceito que define o SELF (si-mesmo), abrangendo as ideias de alma, ego e mente.
Os filósofos e fisiologistas imaginavam que ela estava situada no coração, nos rins, na medula ou nas vértebras, e hoje acredita-se que a alma aloja-se no cérebro. Ou no intestino, nosso segundo cérebro. Sabemos que há um sistema das emoções - o sistema límbico. Locus de toda substância do sentir e agir. As explosões e inclusões emocionas tem sua fabricação entre amígdala, hipocampo, tálamo e milhares de neurotransmissores com energia e faíscas reluzentes.
Massssss... Embora as funções e operações emocionais estejam dentro da caixa craniana - a compreensão do “ser sobre si” transborda o órgão cerebral. Quando sentimos saudade, medo, angústia, extrema felicidade ou excitação, o corpo todo reage. As mãos suam, as pernas amolecem e não obedecem ao nosso comando; a voz fica trêmula; parece que tomamos um forte soco na boca do estômago; vomitamos, desmaiamos, desfalecemos.
Mas a maior dor da alma é a agonia inominável da impermanência: de sermos quem não queremos ser, de fazermos o que não queremos fazer, e de sentirmos o que não queremos sentir. Sim, a alma mora onde o não ser, e o não sentir se transformam em ausência de nós mesmos. Aí a alma revela a sua natureza. Ela existe em nós para sermos nós mesmos. E nada aquém disso. Caso contrário ela grita, geme, estremece, dói e nos asfixia. Sem nós mesmos estamos sem ar, sem sopro, sem vida! Desalmados.
Gina Strozzi - é psicóloga Doutora pela PUC-SP e especialista pela Faculdade de Medicina da USP

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