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Saúde masculina

Novembro azul: câncer de próstata já é o segundo mais comum entre os homens

Campanha reforça o alerta quanto à prevenção do câncer de próstata, a importância de estar com os exames em dia e os cuidados gerais da saúde masculina

Publicado em 05 de Novembro de 2020 às 19:07

Redação de A Gazeta

Publicado em 

05 nov 2020 às 19:07
novembro azul. câncer de próstata
O preconceito pode ser um fator agravante já que atrasa o diagnóstico da doença. Crédito: Shutterstock
Depois do Outubro Rosa, é hora de reforçar as medidas de prevenção voltadas para a saúde do homem no Novembro Azul, lembrando da importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata – o segundo mais comum entre os homens no Brasil. Segundo estimativas do INCA (Instituto Nacional de Câncer), a estimativa de novos casos para 2020 é de 65.840. Somente em 2018, 15.576 homens morreram com a doença. Os sintomas deste tipo de câncer costumam aparecer apenas em estágios avançados da doença. Alguns sinais de alerta incluem: dificuldade de urinar, diminuição do jato de urina, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite e sangue na urina.
Muitos homens acham que são fortes, praticam atividades físicas, comem de tudo, e que não vão ficar doentes e que não precisam ir ao médico, principalmente se não tiverem sentindo nada, ou seja, eles se acham ‘invencíveis’, a chamada Síndrome do Superman. Mas segundo o Oncologista Clínico Wesley Vargas Moura, sócio e médico na NEON – Núcleo Especializado em Oncologia é exatamente aí que mora o perigo, pois muitas doenças começam de forma silenciosa e quando há sintomas é porque na maioria das vezes o estágio da doença está avançado, como é o caso do câncer de próstata, o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens no Brasil, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma.
É por isso que a campanha do Novembro Azul vem para reforçar os cuidados que os homens devem ter com sua saúde o ano inteiro e a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata, já que segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) quando a doença é identificada em sua fase inicial a cura se revela em cerca de 90% dos casos.
A idade é um dos principais fatores de risco do câncer de próstata, uma vez que tanto a incidência quanto a mortalidade aumentam significativamente após os 50 anos. Também há fatores genéticos e até mesmo hábitos alimentares e estilo de vida da pessoa como sobrepeso e obesidade. “O ideal é iniciar os exames da próstata a partir dos 50 anos e em casos da doença na família, essa rotina de exames deve ser antecipada para os 40 anos. O grande risco do câncer de próstata é que ele tem evolução silenciosa. Muitos homens não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam: dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou a noite, ou mesmo dores, infecção generalizada ou insuficiência renal, o estágio da doença está mais avançado. Por isso, a importância do exame de rotina para diagnóstico precoce”, explica ele.

O que é câncer de próstata? Como é o diagnóstico e o tratamento?

"Detectado o câncer de próstata, o tratamento vai desde cirurgia a radioterapia, tudo vai depender do estágio da doença"
Wesley Vargas Moura - Oncologista
A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino localizada em frente ao reto e abaixo da bexiga, responsável pela produção de parte do líquido seminal que constitui o esperma. Com o avançar da idade, essa glândula aumenta de tamanho de forma benigna. O câncer se instala em qualquer área dessa glândula, e à medida que o tumor cresce vai ocupando os lobos direito e esquerdo da próstata causando dores, infecções, e outros sintomas.
A rotina de exames de próstata para detectar qualquer alteração inclui o toque retal que avalia o tamanho da glândula, se há nódulos, e se ela está mole ou granulosa e se causa dor. Já o exame de sangue PSA mede os níveis do antígeno prostático específico, que é produzido pela próstata, e se houver concentração elevada dessa proteína pode ser indicativo da doença. A partir desses exames, se for detectada alterações na glândula, se parte para outros exames que vão desde biópsia até tomografia computadorizada, ressonância magnética, entre outros.
“Detectado o câncer de próstata, o tratamento vai desde cirurgia a radioterapia, tudo vai depender do estágio da doença, contraindicações do paciente, saúde atual, e etc. Vale ressaltar que a medicina está cada vez mais avançada nesse quesito com cirurgias robotizadas com mais chances de recuperação funcional, eliminando o medo que o paciente tem de ficar impotente ou com incontinência”, explica o oncologista Wesley Vargas Moura.
O oncologista também faz mais um alerta: “a campanha do Novembro Azul também vem para romper tabus, ou seja, quebrar o preconceito sobre o exame de próstata. Em pleno século XXI e ainda ouvir homens dizerem que não vão ao urologista porque não querem ser tocados e que isso afeta sua masculinidade é um pensamento absurdo. Os homens precisam se cuidar e se prevenir. O exame é rápido, simples e fundamental para salvar muitas vidas”, explica ele.

Câncer de próstata e fertilidade

"Hoje temos meios de preservar a capacidade reprodutiva, através da retirada de sêmen para congelamento de espermatozoides antes do início do tratamento oncológico"
Rodrigo da Rosa Filho - Ginecologista obstetra especialista em reprodução humana e membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH)
Outro fator importante é que esse tipo de câncer, que é assintomático nos casos mais leves, pode afetar também a fertilidade masculina. “Tanto o câncer quanto os possíveis tratamentos (cirurgia, radioterapia e quimioterapia) afetam a função da glândula masculina. Ela é responsável por produzir compostos importantes do líquido seminal que nutre os espermatozoides”, afirma o Dr. Rodrigo da Rosa Filho, ginecologista obstetra especialista em reprodução humana e membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH). “Hoje temos meios de preservar a capacidade reprodutiva, através da retirada de sêmen para congelamento de espermatozoides antes do início do tratamento oncológico”, completa o médico.
De acordo com o especialista em reprodução humana, a preservação da possibilidade de ter filhos no homem é mais fácil do que na mulher – e não atrasa o tratamento contra o câncer. “Para a preservação do espermatozoide, é necessário apenas a masturbação (método não-invasivo), de preferência em várias amostras. Então, é feita a criopreservação (congelamento) do sêmen, antes do início do tratamento contra o câncer. Caso o homem não consiga ejacular, os espermatozoides podem também ser retirados diretamente dos testículos, com uma simples agulha ou uma pequena cirurgia”, diz o médico. Com relação às crianças que ainda não ejaculam, a única forma é o congelamento de fragmentos dos testículos.
Isso deve ser feito, porque segundo o médico, a cirurgia retira a próstata, afetando a produção do líquido seminal e deixando o homem infértil. “Já nos casos de radio e quimioterapia, o tratamento pode eliminar a produção dos espermatozoides, o que dificulta a reprodução”, explica.

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