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Comportamento

Entenda o poder do 'Eu não te amo mais'

'Casamento não é um encontro de virtudes, mas de almas. E não há lógica nesse processo. Quando é, é'
Redação de A Gazeta

Publicado em 

23 ago 2018 às 17:55

Publicado em 23 de Agosto de 2018 às 17:55

Entenda a frase "eu não te amo mais" Crédito: Unsplash/ @kellysikkema
 
PERGUNTA: Julia
“Quando duas pessoas descobrem que se amam com amores diferentes, e um dos dois se frustra com tal constatação. Qual é a solução?”
A questão nunca é a separação, em si, mas o coração e, portanto, a libertação. O casal que não se ama mutuamente vira conversa de irmão, companheiros e amiguinhos pra sair e jantar... sem pegada, sem olhares pra decifrar... Nem tem muito o que falar. Pior do que a separação é a “união” sem o vínculo do amor. Sobra dó, cobranças desmedidas, semeadura de solidão. Quando se está junto, mas não se ama mais, cria uma áurea de: “não quero saber, deixa pra lá, tô nem aí”... um tal de ignorar, fazer desfeita, menosprezar e nem ligar. Emana-se um desinteresse a quem se ama com fraternidade, porém não se deseja como cônjuge. Angústias e agonias suspensas no ar...E, ainda, nada dito.
Quando, então, junta-se coragem, toda forma cuidadosa e trêmula para não “quebrar” o outro, se verbaliza, em tom baixo, a constatação do abismo. Nada destrói mais um relacionamento do que a seguinte frase: “não te amo mais”. E não há o que você faça que possa mudar isso! Aí, deflagra-se a maior dor existencial já vista! No lugar do fundir, será obrigado forçosamente a cindir! Casamento não é um encontro de virtudes, mas de almas. E não há lógicas nesse processo. Quando é, é. Quando um acha o outro, isso é o encontro.
Quando se está infeliz num relacionamento como o casamento, a alma entra em desespero, fica claustrofóbica, quer pular fora, clama por oxigênio, grita por dentro nos ataques de silêncios eternos, olhares desconexos. Há divórcios inevitáveis, exatamente porque autenticá-los legalmente é apenas um último passo na direção de algo já acontecido: a separação real. Somente se separaram os que jamais pulsaram juntos e conseguiram se casar na alma.
A escolha por um relacionamento desrelacionado é manutenção de cativeiro, o avolumar do desespero mais amargo. Das duas partes, de quem fala e de quem ouve, pode-se ser vitimado e morto por esse tipo de amor, a obrigação no (des)amor. De um lado sequestrado pelo amor dos que barganham, de outro, se servindo às neuroses sociais, contratuais: receita de doença sendo escrita com beleza e aparência de verdade. O amor é simples, apenas a paz de ser desejado e ser pertencido! A plenitude da reciprocidade!

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