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Cachoeira, campo de golfe e boa comida: descubra tudo sobre Vargem Alta

Diego Araujo, do "Em Movimento", foi até Vargem Alta descobrir as belezas desta cidade da Região Serrana, que tem visuais incríveis, campo de golfe e embutidos

Publicado em 15 de Julho de 2019 às 15:44

Publicado em 

15 jul 2019 às 15:44
Cachoeira do Brother Crédito: Fabricio Christ
Com passaporte carimbado seguimos para mais um destino de inverno: a Suíça, mais precisamente a Suíça Capixaba. Vargem Alta, cidade da Região Serrana, ganhou esse apelido carinhoso – e superchique! – por conta da geografia, do clima e, por que não, da gastronomia.
Partindo da Capital, pegamos a BR-262 e seguimos 129km. Na mala, já colocamos alguns casacos e cachecois, pois a temperatura na região já está na casa dos 10 graus nos dias mais frios, mas – acredite – também não deixamos de levar a sunga de banho.
O lendário Brother e sua cachoeira: "Aqui tudo é um presente de Deus, não só pra mim, mas também para todos que vêm desfrutar disto. É um paraíso, basta olhar em volta" Crédito: Fabricio Christ
CONTATO COM A NATUREZA
Pouco depois de Pedra Azul, pegamos a ES-164 e, já em Vargem Alta, começamos a procurar a famosa Cachoeira do Brother. Uma história antiga na cidade conta que um ambientalista lá de São Paulo decidiu largar tudo e morar aqui no Espírito Santo. Por aqui ele teria conquistado os moradores com seu jeito simpático e amigável, chamando todo mundo de Brother, nome que acabou virando o apelido dele. Só que isso não é história de montanha, não. Brother existe mesmo, também atende pelo nome de Eduardo Manoel Ortiz, e toma conta de uma cachoeira linda.
O carro chega bem perto, mas é preciso pegar uma trilha pequena - uns 10 minutos - pra chegar até lá. O caminho tem trilha sonora de natureza, com o som da Mata Atlântica preservada e delicioso barulho de uma queda d’água de 35 metros. A Cachoeira fica dentro de uma propriedade particular, na localidade de Vila Maria, mas, mesmo assim, é aberta ao público – por enquanto é de graça.
Fui recebido pelo, até então, lendário Brother, que atende fielmente o que falam sobre ele. Aparentando uns 40 anos, Eduardo é aquele cara cheio de energia, com histórias pra contar, um jeito meio surfista e meio paz e amor, sabe? Em poucos minutos já éramos amigos e – pasmem – descobri um tempo depois que Brother tem, na verdade, 56 anos. Segundo ele, a atmosfera de Vargem Alta e as vibrações da cachoeira rejuvenescem e recarregam as energias.
MERGULHO CONGELANTE
“Aqui tudo é um presente de Deus, não só pra mim, mas também para todos que vêm desfrutar disto. Isto é um paraíso, basta olhar em volta e sentir a energia desta cachoeira”, filosofou com sorriso no rosto. Nesse dia a temperatura ambiente estava em 15 graus, mas, mesmo assim, fomos levados pelo espírito da natureza a encarar um mergulho congelante. Junto com o Brother demos um mergulho, renovamos as energias na água corrente e entendemos tudo que ele falou.
Com esse estilo de vida ele e a família recebem turistas para bater papo, vender produtos produzidos por eles e, pra quem estiver a fim de esticar, é só ficar na hospedaria que eles construíram na região.
Um dos apaixonados pelo golfe é o executivo Duda Meireles. "A gente fica no meio da mata, vendo muitos animais. O clima aqui de Vargem Alta já é bom e, com a prática deste esporte, fica ainda melhor" Crédito: Fabricio Christ
 
ESPORTE E ELEGÂNCIA
Nesse mesmo clima de natureza, seguimos pra praticar um esporte escocês na Suíça Capixaba. Temperaturas baixas, paisagens, montes e montanhas formam o cenário ideal para o golf. No Espírito Santo existem apenas dois campos pra prática do esporte abertos ao público. Um fica na Serra, na Grande Vitória, e o outro no distrito de Castelinho, em Vargem Alta.
Um dos apaixonados por esse espaço é o executivo Duda Meireles. “A gente fica no campo, no meio da mata, vendo muitos animais... O clima aqui de Vargem Alta já é bom e, com a prática deste esporte, neste local, tudo fica ainda melhor”, garante Duda. Ele é um jogador amador, mas, com os amigos, serviu de guia durante nossa visita.
Outro integrante do grupo é o cirurgião vascular Ricardo Girelli. Além de médico, ele se autodenomina jogador amador e confessa que a mistura de baixas temperaturas, amigos e esporte fez com que ele comprasse uma propriedade em Vargem Alta, pra se tornar vizinho do campo de golf. “O clima é maravilhoso! A gente curte muito isso aqui, faz amizades, reúne a família e aproveita tudo que gira em torno do esporte e da região”.
O campo fica dentro da uma área de um Resort, mas não precisa ser hóspede pra jogar. São 9 buracos que passam por vegetações mais pesadas, montes de areia em volta de lagos, entre outras características que tornam o campo um desafio para os praticantes.
Quem não é profissional ou nunca teve contato com o esporte pode só aproveitar o local para matar a curiosidade sobre o esporte, tentar - eu disse tentar - acertar a bolinha no buraco e “tirar onda” andando nos famosos carrinhos. O local oferece o aluguel de todos os equipamentos necessários para essa experiência.
Outra tradição da cidade são os embutidos artesanais. Os produtos de origem suína são fornecidos há mais de 40 anos e já fazem parte da história de muitas famílias, como a Mosquini Crédito: Fabricio Christ
COMIDAS ARTESANAIS
Outra tradição de Vargem Alta é responsável por despertar alguns sentidos nos visitantes. O primeiro é o olfato, pois basta chegar perto pra sentir o cheirinho dessa delícia. O segundo é a visão, pois quando o prato aparece em nossa frente é um oásis nas montanhas. E o terceiro, e mais importante no caso, é o paladar, que faz a festa com a produção de embutidos artesanais da cidade.
Outra tradição da cidade são os embutidos artesanais. Os produtos de origem suína são fornecidos há mais de 40 anos e já fazem parte da história de muitas famílias, como a Mosquini Crédito: Fabricio Christ
Os produtos de origem suína são produzidos há mais de 40 anos e já fazem parte da história de muitas famílias da cidade, principalmente a Mosquini. Descendentes de imigrantes italianos, eles preservam as tradições e sabores passados de pais pra filhos.
E em casa de italiano, você sabe, come-se muito... Tem linguiça de várias formas, lombo suíno, torresmo, bacon, chouriço... São dezenas de produtos, mas nossa recomendação fica por conta do chouriço, o carro-chefe do comércio dos Mosquinis. O chouriço nada mais é do que um tipo de linguiça feita com sangue de porco e temperos, mas essa receita aparentemente simples é responsável pro fazer muita gente pegar a estrada pra comer a iguaria.
“Nessa época do ano, o capixaba adora tomar um vinho, beber uma bebida quente e comer uma comidinha mais gordurosa. O movimento é enorme”, defende Elias Mosquini, comerciante nascido e criado na cidade.
E como #somoscapixabas, adoramos também. Foi provando cada uma das delícias produzidas pela família Mosquini que a gente completou nosso passeio e encheu nosso “passaporte mundial capixaba”. Visitando a nossa Suíça pudemos nos aproximar de um esporte escocês e terminar o dia degustando uma comida italiana. Mas o que fica depois de um passeio tão diverso é o orgulho de ser capixaba e ter regiões e culturas tão diferentes dentro da nossa casa. Até o próximo destino.

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