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Doença crônica

Asma: até estresse pode piorar crise e levar à morte

A doença, que levou à morte a escritora Fernanda Young no último domingo (25), pode ser desencadeada por diversos fatores. Mas tem como ser prevenida
Redação de A Gazeta

Publicado em 

28 ago 2019 às 03:57

Publicado em 28 de Agosto de 2019 às 03:57

Quem tem asma, atualmente, precisa carregar sempre consigo uma bombinha para evitar entrar em crise Crédito: Divulgação
A morte da escritora carioca Fernanda Young, aos 49 anos, após uma crise de asma, na madrugada do último domingo (25), acendeu um alerta sobre os riscos dessa doença respiratória, um problema crônico que pode ser fatal. Em torno de três mil pessoas morrem em decorrência de asma todo os anos no Brasil.
“A crise de asma pode ser grave em qualquer faixa etária. E ela pode ser desencadeada por vários fatores, entre eles o estresse. Só que muitos pacientes passam a subvalorizar os sintomas, começam a achar que a falta de ar é normal, que acordar à noite tossindo é normal, e demoram a buscar ajuda quanto a isso”, destaca a pneumologista Simone Prezotti.
Além do estresse, outras infecções respiratórias, a exposição a alérgenos - como poeira, mofo etc -, mudanças bruscas de temperatura, cigarro e até um simples remédio para dor de cabeça podem ser fatores complicadores para pacientes asmáticos.
Evolução
Não é possível saber exatamente como se deu essa crise que levou à morte a escritora. Mas a médica afirma que é algo que pode evoluir de maneira muito rápida. "Uma coisa que pode ter acontecido é ela não ter levado a medicação e ficado sem recursos para controlar a crise até buscar socorro", diz Simone.
Fernanda Young morreu aos 49 anos na madrugada deste domingo (25) Crédito: (Foto: Reprodução/Instagram)
Asmáticos geralmente são bem orientados sobre como agir quando uma crise se inicia. "Quem tem asma costuma carregar os medicamentos quando viaja. E consegue identificar o que fazer quando a crise começa, se ela está saindo de controle e é hora de ir para o hospital, por exemplo", aponta a especialista.
No caso da Fernanda Young, a falta de ar levou a uma parada cardíaca. "A insuficiência respiratória, o pulmão não dá conta de trabalhar. E sem oxigênio, o coração é o primeiro que para", explica a alergista e imunologista Paula Perini.
 
Inverno
Segundo ela, o inverno é a pior época para os asmáticos.  “A asma é uma doença que pode ser controlada, prevenida. Mas que se for evoluindo, vai se tornando mais grave a cada crise, podendo comprometer o pulmão, que sofre um processo inflamatório que pode ser irreversível”, explica Paula.
No entanto, é possível manter a doença sob controle. "O asmático deve ter um bom médico para acompanhá-lo, deve fazer exercícios. Ele pode ter uma boa qualidade de vida, uma vida normal, desde que faça esse acompanhamento", destaca a alergista.
O tratamento da asma é baseado em uma gama de recursos, dizem as especialistas. "A Santa Casa de Misericórdia, aqui no Estado, é, inclusive, referência no tratamento dessa doença no país", observa Paula.
"A asma é uma doença fatal, mas que vem tendo essa mortalidade reduzida por conta dos tratamentos existentes atualmente, com medicamentos que atuam na prevenção das crises. Todo o tratamento, até com medicamentos com uma complexidade maior e custo elevado, está disponível no Sistema Único de Saúde", reforça Simone.

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