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Tratamentos prometem suavizar em até 80% a aparência das estrias

Uma das técnicas disponíveis combina tecnologias não invasivas com cosméticos ortomoleculares

Publicado em 07/11/2019 às 17h54
Mulher com estrias: há vários tratamentos para esse tipo de problema. Crédito: Arquivo
Mulher com estrias: há vários tratamentos para esse tipo de problema. Crédito: Arquivo

Estrias são aquele tipo de marca na pele que ninguém quer ter. Claro que algumas pessoas se incomodam menos com elas. Mas quem quer se livrar delas tenta de tudo. “Elas são resultado da distensão excessiva da pele e do rompimento das fibras de colágeno”, explica a dermatologista Irene Baldi.

Segundo a médica, as estrias normalmente são causadas por ganho de peso na gravidez ou por uso de alguma medicação como corticoides, por exemplo, que levam ao aumento exagero do peso.

Surgem com mais frequência nas nádegas, coxas, abdômen e seios e apresentam aspecto avermelhado quando ainda estão recentes. “Nesta fase o tratamento é mais eficaz porque elas têm bastante vascularização”, diz Irene. À medida em que o tempo vai passando, as estrias passam a ter coloração branca.

De acordo com a empresária Priscila Martello, à frente da clínica Magrass de Vila Velha, não existe tratamento que elimine 100% das estrias, mas é possível amenizar em até 80% a aparência das lesões. “O StrioFlex é um tratamento que combina tecnologias não invasivas com cosméticos ortomoleculares, apresentando melhoras de 30% a 80% nas estrias ainda nas primeiras sessões”, afirma.

O StrioFlex é feito em duas etapas. A primeira vai estimular a circulação e acelerar o crescimento epidérmico. Depois, é aplicada uma terapia ortomolecular com o uso tópico de produtos exclusivos. Nessa fase, há o estímulo dos fibroblastos e a reconstrução da fibra elástica da pele.

Após a realização do tratamento, não é indicada a exposição ao sol por ao menos 10 dias. Érika Fernandes Barbosa, farmacêutica esteta da clínica, explica que apesar de o Strioflex não ser um tratamento invasivo, ele não deve ser realizado em clientes grávidas e lactantes, com histórico de trombose e embolias, pessoas que fazem uso de antibióticos, anti-inflamatórios e corticoides, pacientes renais crônicos, entre outras contraindicações.

Associação

Os tratamentos iniciado logo no início do aparecimento das marcas são mais eficientes dos que os realizados na fase tardia, em que é possível apenas melhorar e disfarçar o aspecto. De acordo com a dermatologista Krishna Sandoval, a associação de tratamentos com sessões de microagulhamento, laser fracionado, luz intensa pulsada e peelings químicos com ácido retinoico em altas concentrações também ajuda a suavizar a aparência das estrias.

No microagulhamento pequenas agulhas são introduzidas na pele em movimentos de rolagem por várias vezes até aparecer pequenos pontos de sangue. “Assim conseguimos um bom estímulo de colágeno para reestruturar as fibras elásticas que foram rompidas. Além do sangramento no local, que é rico em plasma e contém fatores de crescimento, sendo um estímulo a mais para a produção de colágeno”, diz Krishna.

Já no laser fracionado são realizados micro colunas também conhecidos como pontos de coagulação na pele, com áreas de pele intacta, acelerando o processo de recuperação e a eficácia do tratamento. “O laser vai atuar gerando aquecimento da derme e epiderme, estimulando a produção das fibras de colágeno e de elastina. A luz pulsada é usada para melhorar a vermelhidão nas estrias recentes por atuar diminuindo os vasinhos que estão presentes nessa fase. Associamos em uma sessão a luz pulsada e o laser fracionado, que podem ser utilizados pela maioria dos pacientes e são necessárias em média de três a quatro sessões com intervalo mensal”, ressalta a dermatologista.

A continuação do tratamento em casa é feita a partir de fórmulas com cremes à base de ácido retinoico, ácido glicólico, vitamina C, ácido hialurônico além de substâncias hidratantes, cicatrizantes como ácido pantotênico, vitamina E, óleo de Rosa Mosqueta. “Atualmente a suplementação oral também é uma grande aliada durante o tratamento, como o uso de colágeno hidrolisado, silício e ácido hialurônico que são prescritos em cápsulas”, finaliza a dermatologista Krishna Sandoval.

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