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Meu cropped, minhas regras

Rayane Souza: "Sofro preconceito hoje porque me aceito gorda"

Rayane é a nova colunista da Revista.Ag. E em um bate-papo ela contou que sua coluna pretende quebrar tabus e falar sobre a realidade
Ana Luiza Oliveira

Publicado em 

07 out 2019 às 09:06

Publicado em 07 de Outubro de 2019 às 09:06

Rayane Souza assina a nova coluna da Revista.Ag "Meu cropped, minhas regras" Crédito: Reproduação/ Instagram @rayanesouzaplus
Nascida em Vitória, formada em direito e pós graduanda em direito eletrônico, Rayane Souza - também conhecida no @rayanesouzaplus - hoje empodera outras pessoas falando sobre corpo e autoaceitação, principalmente através das redes sociais, onde já coleciona mais de 12 mil seguidores.
Mas nem sempre foi assim, Rayane conta que sempre demonstrou muita insatisfação com seu corpo, mas em 2015, no concurso de beleza “Plus Size Capixaba”, promovido pela Rede Gazeta, foi quando ela mudou essa visão consigo mesma. “O concurso foi uma experiência única e um divisor de águas, para a minha surpresa fiquei em terceiro lugar, e isso abriu minha mente para um novo olhar sob mim mesma”, confidencia ela. Conversamos com Rayane, que estreia a nova coluna “Meu cropped, minhas regras” na Revista.Ag. Ela contou mais sobre sua história, seu engajamento nas redes, preconceito, e ainda revelou como será essa nova fase.
O que esse concurso significou pra você?
Conhecer essas mulheres gordas que se achavam maravilhosas do jeito que eram, me ensinou a olhar pro meu próprio potencial, minha própria beleza, e entender que o número na balança não define absolutamente nada sobre meu talento, qualidades e beleza.
Porque decidiu fazer da autoaceitação um instrumento de luta?
Quando vi o tamanho da bandeira que estava conhecendo e o quanto aquilo estava me fazendo feliz e me libertando comecei a compartilhar nas redes, e obtinha como retorno histórias muito fortes sobre auto aceitação e empoderamento. E aí pensei, porque não ser um canal? Quem dera na minha época de 15, 16 anos eu tivesse tido exemplos de mulheres assim, pois provavelmente eu teria poupado alguns sofrimentos em relação a minha auto imagem.
Você é super engajada nas redes sociais e já conquistou mais de 12 mil seguidores. Como esse trabalho surgiu pra você?
Foi um ‘trabalho de formiguinha’, com muita pesquisa e muito amor também. Não é fácil se destacar na rede social com o que eu falo, e a exposição adoece muita gente. O trabalho de “influencer” ainda é um pouco estigmatizado, então para se firmar no meio precisa de foco. Hoje tenho um público fiel - em número ainda pequeno - mas muito fiel, e tenho tido o privilégio de estar trabalhando com marcas e empresas que tem tido um novo olhar sobre representatividade, porque é o novo caminho, né?.
Esse engajamento nas redes pode afetar muitas pessoas, de formas positivas ou negativas. Sobre as formas positivas: o que tenta passar aos seus seguidores?
Eu tento mostrar a vida real. A rede social ilude muita gente, esse nicho “lifestyle” me preocupa sabe?. Tenho muita responsabilidade com o que eu falo e principalmente com o que eu vendo. Nenhuma parceria compra a minha essência. Eu falo a verdade: sou gorda e me acho bonita sim. Mas tem dias que também não acho, tenho inseguranças, mas me aceito. E dessa forma mostro pra quem me segue, que está tudo bem, não tem regra pra se aceitar.
E sobre as negativas: ainda é vítima de preconceito? como lida com isso hoje?
Hoje não sofro tanto preconceito por ser gorda, sofro porque me aceito gorda. Meu discurso ofende mais do que meu corpo. Ainda é absurdo pra muitas pessoas uma mulher gorda se achar gostosa e colocar um biquíni.
O pior ataque que sofro é por ser uma “incentivadora da obesidade”, ou que faço apologia a uma vida não saudável. O que na verdade, é um engano. Falo de auto estima, e isso não tem peso, cor, idade, se encaixa pra todo mundo, e consequentemente é uma mulher gorda falando. É isso. Postar meu corpo gordo nas redes não faz ninguém ser gordo, mas postar corpos absurdamente magros e apologias a dietas malucas, isso sim é gatilho para que as pessoas busquem incansavelmente um corpo perfeito que não existe.
De forma geral, o que prioriza em seu discurso pela autoaceitação?
Priorizo ser verdadeira. Você não vai se amar de um dia pro outro, muito menos começar a usar as roupas que você sempre teve vergonha de usar em um dia só. Isso tudo é um processo, e vai durar a vida toda. To há 5 anos nesse movimento, me acho maravilhosa, e a primeira vez que usei short jeans foi esse ano, a gente não precisa ter pressa sabe?. Uso meu discurso com cautela e jogo limpo. Você não precisa desconstruir tudo de uma vez, mas precisa acreditar todos os dias que é muito mais do que um corpo.
E a sua coluna? como vai ser? sobre o que pretende falar? e quais suas expectativas para ela?
Minha Coluna vai quebrar todos os padrões. “ Meu Cropped, Minhas Regras” é uma coluna voltada para todas as pessoas que se sentem presas em uma caixinha chamada “padrão”. Quero ser a voz da mulher que nao vai a praia por conta dos quilinhos a mais, do cara que se sente pressionado pelos amigos porque não curte futebol e cerveja, ou daquela senhora que acha que a idade a impede de conquistar novos sonhos. Não tem regra. A gente precisa desconstruir urgentemente alguns conceitos que nos impedem de ser ou fazer o que realmente queremos. Estou muito feliz com esse presente, e certa de que a coluna vai dar o que falar.

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