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Escolas particulares: desafios de 2020 são lições para evolução

Instituições estão retomando as atividades presenciais, seguindo à risca as medidas de segurança. Para o ano que vem, destaque pode ser o ensino híbrido

Publicado em 26/11/2020 às 17h07
Segundo o Sinepe-ES, a maioria das instituições particulares no Estado está retomando as atividades presenciais, com responsabilidade e segurança
Segundo o Sinepe-ES, a maioria das instituições particulares no Estado está retomando as atividades presenciais, com responsabilidade e segurança. Crédito: Freepik

A educação sofreu grandes impactos da pandemia do novo coronavírus e precisou adequar seus métodos de ensino de forma ágil. Diante de tantas transformações em tão curto tempo, o que não faltam são perguntas sobre como serão as atividades em 2021.

O presidente do Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe-ES), Moacir Lellis, atesta: as instituições privadas vão continuar reinventando-se, modificando-se e desdobrando-se para cumprir seu propósito principal, que é o de cuidar da educação e do futuro de cada aluno. “Estamos enfrentando uma realidade totalmente nova para todos e, no setor educacional, não poderia ser diferente, mas temos a certeza de que sairemos melhores”, enfatiza.

Lellis explica ainda que a maioria das instituições particulares no Espírito Santo está retomando as atividades presenciais, trabalhando com responsabilidade e segurança, com sistema de rodízios dos alunos e oferta de atividades remotas. “Com alternativas como o ensino híbrido – combinando o aprendizado on-line com o off-line”, destaca.

De acordo com o presidente do Sinepe-ES, as escolas já vêm se preparando para executar os protocolos de segurança, bem como a portaria conjunta Sedu/Sesa (secretarias estaduais da Educação e da Saúde), desde o início da pandemia. “Nós, do Sinepe-ES, buscamos orientações de profissionais para elaborar um protocolo completo de ações para as instituições de ensino, colaboradores, alunos e familiares. Estamos orientando nossas escolas e, com a retomada das atividades presenciais neste fim de ano, temos certeza de que, em 2021, a tendência é de estarem todos cada vez mais preparados para lidar com esse momento com sabedoria e responsabilidade”, afirma.

Moacir Lellis (esquerda) e Eduardo Costa Gomes (direita)
Moacir Lellis e Eduardo Costa Gomes falam sobre as perspectivas do Sinepe para 2021. Crédito: Sinepe-ES/Divulgação

Cronograma

Algumas definições ainda estão em aberto para o cronograma do ensino presencial em 2021, mas as turmas das séries iniciais deverão ter uma atenção especial.

“É importante reforçar que o aumento da carga horária ou de intensidade de dias nem sempre é a melhor estratégia. Isso tem que ser muito bem dosado, tem de ter propósito. E a probabilidade é que isso seja flexibilizado e personalizado, de acordo com a realidade do grupo avaliado. O princípio básico não é quanto eu dou de hora/aula, mas sim o aprendizado de cada turma”, pontua.

Moacir Lellis

Presidente do Sinepe-ES

"É importante reforçar que o aumento da carga horária ou de intensidade de dias nem sempre é a melhor estratégia. Isso tem que ser muito bem dosado, tem de ter propósito. E a probabilidade é que isso seja flexibilizado e personalizado, de acordo com a realidade do grupo avaliado. O princípio básico não é quanto eu dou de hora/aula, mas sim o aprendizado de cada turma"

Lellis reforçou que não devemos considerar 2020 como um ano perdido, pois foi nele que ocorreu uma grande evolução tecnológica. “Claro que não tivemos as convivências e vivências essenciais do dia a dia na sala de aula e nas escolas, mas nossos alunos compartilharam novas experiências completamente diferentes. Aprenderam com a nova rotina, aprenderam a importância dos hábitos de higiene, aprenderam na convivência com pais ou responsáveis e aprenderam até mesmo com a pandemia. Com certeza, foi um ano enriquecedor, mesmo sendo extremamente desafiador para todos nós”, observa.

Dias melhores

Mesmo diante de um quadro pandêmico e de muitos desafios, as perspectivas para 2021 são bem melhores do que a do ano anterior, avalia o diretor e vice-presidente do Sinepe, Eduardo Costa Gomes.

“Vejo novas possibilidades. É certo que estaremos mais fortes. Estaremos mais bem preparados para qualquer tipo de situação. Afinal, no ano que vem, já saberemos como agir diante de uma segunda etapa de pandemia. É lógico que não podemos tirar de cena a gestão de saúde. Com isso, precisamos reforçar ainda mais a ideia de prevenção dentro e fora das escolas”, enfatiza.

E completa: “Fizemos um ano totalmente adaptado pelas condições com que o vírus se espalhou, porém, tudo foi feito com muita eficiência por parte dos professores e profissionais envolvidos em levar a educação. Tenho a convicção de que trouxemos do trabalho urgente e emergente, o desenvolvimento de projetos que deram conta do recado e que nos permitiram excelentes resultados”, finaliza.

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