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UE pode liberar distribuição de vacinas da BioNTech e Moderna em dezembro

A União Europeia já fechou contratos com Sanofi, Johnson&Johnson, BioNTech, Curevac e AstraZeneca por doses de suas candidatas à vacina contra o novo coronavírus

Publicado em 19/11/2020 às 20h16
Avanços na vacina da covid-19
Avanços na vacina da covid-19. Crédito: Miguel Noronha/Futura Press/Folhapress

A presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, afirmou que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) pode autorizar a comercialização das vacinas da BioNTech-Pfizer e Moderna já na segunda metade de dezembro de 2020, em discurso após reunião com chefes de Estados europeus. A dirigente ressaltou, porém, que isso só ocorrerá caso "tudo proceda sem problemas" até a data.

Segundo ela, o EMA concederia uma "autorização condicional de venda" para os imunizantes, dispositivo usado pela agência em situações em que os benefícios da liberação rápida do medicamento superam o risco de ter informações "menos abrangentes do que normalmente exigido". Von der Leyen também destacou que, em um primeiro momento, é esperado um número menor de doses das vacinas, e por isso os países do bloco devem traçar planos de vacinação. "Nossa recomendação é vacinar primeiro trabalhadores do setor de saúde e demais áreas essenciais, idosos e pessoas com comorbidades", disse a presidente.

A União Europeia já fechou contratos com Sanofi, Johnson&Johnson, BioNTech, Curevac e AstraZeneca por doses de suas candidatas à vacina contra o novo coronavírus, e segundo von der Leyen, o bloco mantém negociações com Moderna e está em conversas com a Novavax.

A presidente da CE também mostrou preocupação quanto aos números da segunda onda de covid-19 na Europa, e alertou para um possível novo ressurgimento do vírus no continente caso o relaxamento das medidas restritivas recém-adotadas aconteça de maneira apressada. "Proporemos um plano de relaxamento gradual para evitar que uma terceira onda atinja a Europa", informou von der Leyen.

ESTÍMULO FISCAL

Ao comentar a decisão da Polônia e Hungria, membros da UE, de vetar o orçamento de 1,8 trilhão de euros para o plano de recuperação da Europa após a crise da covid-19, von der Leyen afirmou que a situação é preocupante e as empresas e negócios do continente "esperam urgentemente por estímulos fiscais". O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, reiterou a posição da dirigente e afirmou que a União Europeia precisa "colocar em prática" o plano acordado anteriormente.

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