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Rússia e Irã condenam ataque dos EUA à Venezuela

Rússia e Irã condenam ataque dos EUA à Venezuela

O ministério russo também disse estar "extremamente preocupado" com os relatos de que Maduro e sua esposa foram retirados à força da Venezuela

Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 10:55

SÃO PAULO - A Rússia condenou o ataque dos Estados Unidos na Venezuela, afirmando que não havia justificativa para o ataque e que a "hostilidade ideológica" prevaleceu sobre a diplomacia. Neste sábado (3), o presidente americano Donald Trump afirmou que Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados após a ofensiva.

"Na manhã de hoje, os EUA cometeram um ato de agressão armada contra a Venezuela. Isso é profundamente preocupante e condenável", disse o Ministério das Relações Exteriores russo em um comunicado. "A hostilidade ideológica triunfou sobre o pragmatismo dos negócios", acrescentou Moscou, afirmando também que a América Latina deve continuar sendo uma "zona de paz".

O ministério russo também disse estar "extremamente preocupado" com os relatos de que Maduro e sua esposa foram retirados à força da Venezuela, afirmou que "tais ações, se realmente ocorreram, constituem uma violação inaceitável da soberania de um Estado independente" e instou Washington a esclarecer a situação imediatamente.

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O país sul-americano havia afirmado mais cedo que sofrera uma "agressão militar" dos EUA após múltiplas explosões atingirem a capital, Caracas, e outras regiões do país durante a madrugada. Diante da situação, a Venezuela declarou estado de emergência.

O Irã, aliado de Caracas, também condenou o ataque militar dos EUA à Venezuela, classificando-o de "uma violação flagrante de sua soberania nacional e integridade territorial" e pedindo que o Conselho de Segurança da ONU "aja imediatamente para interromper a agressão ilegal".

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, disse que conversou com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e com o embaixador do bloco europeu na Venezuela. "A UE repetidamente declarou que Maduro carece de legitimidade e defendeu uma transição pacífica. Em todas as circunstâncias, os princípios do direito internacional e da Carta da ONU devem ser respeitados. Pedimos moderação", escreveu.

A Espanha se ofereceu como negociadora para ajudar a encontrar uma solução pacífica na Venezuela, e a Alemanha disse que observa a situação com grande preocupação. Um texto escrito obtido pela agência de notícia Reuters disse que o ministério alemão das Relações Exteriores está em contato próximo com a embaixada em Caracas e que uma equipe de crise se reunirá mais tarde neste sábado.

A primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar, afirmou que o país não paricipa das operações militares americanas. "Trinidad e Tobago continua a manter relações pacíficas com o povo da Venezuela", afirmou.

Na América Latina, a única reação de apoio ao ataque até o momento veio do presidente da Argentina, Javier Milei, em declaração no X: "A liberdade avança. Viva a liberdade, c…".

O líder de Cuba, Miguel Díaz-Canel, escreveu que o país "exige uma reação urgente da comunidade internacional contra o ataque criminoso dos EUA à Venezuela". "Nossa zona de paz está sendo brutalmente atacada. Terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano e contra a nossa América", disse.

"Condenamos veementemente o bombardeio dos EUA à Venezuela. Trata-se de um ato brutal de agressão imperial que viola sua soberania. Nossa total solidariedade ao povo venezuelano em sua resistência", disse o ex-presidente da Bolívia Evo Morales em suas redes sociais.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, publicou em seu perfil no X um comunicado oficial sobre os ataques na Venezuela, afirmando que seu governo enxerga com profunda preocupação os relatos de explosões e atividades aéreas incomuns registradas no país vizinho. Petro também ordenou neste sábado mobilização de militares para a fronteira com a Venezuela.

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