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Surfe

Lucas Medeiros se empolga após onda gigante: "Gostinho de quero mais"

Surfista de ondas gigantes viveu momentos inesquecíveis no "quintal de casa" e nem mesmo uma "vaca" tirou o seu brilho no olhar

Publicado em 23 de Julho de 2019 às 15:20

Marcella Scaramella

Publicado em 

23 jul 2019 às 15:20
Lucas Medeiros, o surfista de ondas gigantes Crédito: Ricardo Medeiros
Liberdade, medo e gostinho de quero mais. O surfista Lucas Medeiros viveu um misto de emoções no final de semana ao presenciar de perto uma das maiores ondas da história do Espírito Santo. O pico da "Avalanche", a cerca de 3km da Praia da Costa, em Vila Velha, foi o cenário que rendeu a adrenalina e as imagens de arrepiar.
O aventureiro morador de Jacaraípe, que roda o mundo em busca de ondas gigantes, ficou ainda mais empolgado por não ter precisado ficar horas e horas no avião em busca de adrenalina. E nem mesmo uma “vaca” tirou o brilho no olhar do capixaba.
“Sempre tive que viajar para o outro lado do mundo em busca de ondas gigantes. Dessa vez surfei a 40 minutos da minha casa. Foi gratificante.” 
Toda a preparação para a expedição teve início há 15 dias, quando Lucas e sua equipe começaram a monitorar as condições para o surfe. Porém, vento, tamanho e potência das ondas só ficaram mais claros com o passar dos dias. Com uma semana de antecedência, a base passou a ser montada. O sonho estava mais próximo. Assista ao vídeo abaixo:
“Foi importante o pré-swell. As ondas na Avalanche sempre foram exploradas pelos bodyboarders locais. Comecei a estudar e passei a imaginar pontos que trariam uma segurança para captar algo exclusivo. Foram 3 jet skis, um barco com alimentação e filmagem, além de especialistas em ondas grandes. Amigos do Rio que treinam comigo no Havaí, Taiti, vieram e falei que teríamos uma missão em águas capixabas.”
Lucas ficou cerca de uma hora analisando o pico até tentar pegar a primeira onda. O clima era de tensão, com muita chuva e vento.
“Não é fácil sair um barco daquele tamanho para o mar em uma tempestade. Todo mundo estava enjoado com o barco batendo. Aquele momento de pegar a onda não vai sair da minha cabeça. Quando comecei a descer a onda, passou um filme na minha cabeça, mas em um pequeno clique minha prancha entrou na parede e voei lá de cima. Fui arremessado com muita força para a bancada. Quando me dei conta estava embaixo de uma máquina de lavar gigantesca”, relatou Lucas, que não teve um arranhão sequer.
Lucas Medeiros tomou uma "vaca" em uma onda gigante na Praia da Costa Crédito: Straya Filmes/Divulgação
Para a mãe do surfista, o feito é motivo de orgulho, mas com doses de preocupação. “Essa ondulação foi tão nervosa que até a costa sentiu: casas e calçadões destruídos, acidentes. Isso faz minha mãe ficar mais maluca comigo ainda. Ela liga a TV, vê uma catástrofe e eu pegando o jet ski para navegar 5km e surfar uma onda gigante. Ela fica assustada, mas feliz por eu estar realizando um sonho. Agora sei que tenho ondas enormes pertinho da minha casa.”
Tamanho da onda
Uma frente fria que se formou sobre o sul do Uruguai e avançou sobre a região Sudeste do Brasil provocou ventos fortes e mar agitado em toda a costa brasileira. E o Espírito Santo viu ondas grandes dominarem os mares capixabas.
De acordo com a Marinha, durante a ocorrência de ressacas, não é raro observar ondas com altura máxima que ultrapasse o limite previsto, podendo, em alguns casos, atingir até o dobro desse limite.
“A medição de altura de ondas pode ser feita por meio de boias, sensores a bordo de satélite, observações feitas a bordo de navios e estimativas visuais. Foram observadas ondas entre 2,5 e 3 metros junto à costa do estado do Espírito Santo e ondas de até 4,5 metros em alto-mar”, informou por meio de nota oficial.
Já para os surfistas que participaram da expedição no final de semana, as ondas tiveram uma média de 8 metros, de acordo com a medição da equipe.
“Fizemos a estimativa do tamanho da onda através de medição visual. Para se ter uma noção, as ondas consideradas boas no Estado têm em torno de 1,5, 2 metros”, explicou Lucas Medeiros.

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