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Campeonato Estadual de canoa havaiana vai agitar a Praia de Camburi

A capixaba Thassia Marques vai aproveitar a prova circuito estadual e se preparar para o Campeonato Mundial, que será realizado em agosto na Austrália

Publicado em 26/07/2019 às 20h38

Com litoral privilegiado e extenso, o Espírito Santo tem abraçado diferentes modalidades de esportes marítimos. Remando nessa onda, a Praia de Camburi recebe hoje a segunda etapa do Campeonato Estadual de Canoa Havaiana, o Va’a, como é conhecido oficialmente. O esporte vem ganhando cada dia mais praticantes no Estado e já conta com 20 bases em Vitória, Vila Velha, Guarapari, Serra e Linhares (Lagoa Nova e Regência), com cerca de 1500 praticantes.  

Thassia Marques, remadora, vai representar o Brasil na Austrália, no Mundial de Canoa Havaiana. Crédito: Fernando Madeira
Thassia Marques, remadora, vai representar o Brasil na Austrália, no Mundial de Canoa Havaiana. Crédito: Fernando Madeira

Para as provas deste sábado (27) foram inscritos 150 remadores. O torneio começa a partir das 7h30, nas proximidades do K1. Pela manhã acontecem as provas com as canoas com seis remadores (OC6) e à tarde, a disputa é com as canoas individuais (OC1) e duplas (OC2). A prova poderá ser assistida da areia. Há percursos de 6km, 8km e 10km. 

 

A remadora Thassia Marques é um dos principais nomes femininos no circuito estadual. Ela começou no Va’a há oito anos e frequenta o pódio da principal categoria do esporte, a OC6 Open Feminina, há pelo menos dois. Atualmente é capitã e representante capixaba da equipe Vênus que conseguiu a vaga para disputar o torneio mundial após vencer o Campeonato Brasileiro e o Sul-Americano em 2018.

Para ela, a etapa tem uma importância a mais: é a última prova antes do Campeonato Mundial, que será realizado em agosto na Austrália. Se ganhar, a capixaba conquista o título por antecipação.

Thassia Marques, remadora

É um treinamento individual. Vai ser intenso, vou correr em quatro provas, então vai ser bem cansativo. Espero chegar bem na minha prova principal que é a OC1. E torcendo pra não entrar muito vento, aí fica mais divertido

Sobre a trajetória ela é modesta ao dizer que ainda precisa melhorar para competição nacional, mas valoriza o retrospecto. “Em 2016 fui convidada para fazer parte da Equipe Vênus. Em 2017, batemos na trave duas vezes, conquistamos o vice no Campeonato Brasileiro e no Sul-Americano. Em 2018 tudo correu como o planejado: amadurecemos e conquistamos os dois títulos. Isso nos credenciou a representar o Brasil no Va'a World Distance Championships 2019”, lembra.

 

A capixaba vai para o seu primeiro Mundial e descreve o significado em apenas uma palavra: sonho. “Nunca imaginei que representaria o Brasil em um Campeonato Mundial. Vai ser a prova mais difícil que já enfrentamos até hoje”, conta ressaltando os pés no chão da equipe ao projetar resultados. Além de Thassia, outra integrante da Vênus, a carioca Gabi Latini, também vai levar um pouco do Espírito Santo já que vive no Estado.

O principal objetivo da Vênus é superar a sétima colocação que a equipe feminina brasileira alcançou na última edição da competição de longa distância, realizado no Taiti. “Estudamos alguns adversários e acho até que podemos surpreender alguns deles, mas chegar ao pódio não está no nosso raio de ação. Vamos encontrar equipes com muita tradição na modalidade e séculos de prática. Não dá pra comparar o desenvolvimento dessas equipes como Tahiti, Nova Zelândia, Hawaii, com a nossa” completa.

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