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Olimpíadas

Adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio terá custo adicional de R$ 13,2 bilhões

O custo extra é explicado pelos gastos gerados pelo adiamento do evento olímpico e pelo investimento necessário para garantir todas as medidas de saúde exigidas

Publicado em 04 de Dezembro de 2020 às 13:01

Redação de A Gazeta

Publicado em 

04 dez 2020 às 13:01
Estádio Nacional, em Tóquio, no Japão, onde iria acontecer a abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tokyo 2020
Estádio Nacional, em Tóquio, no Japão, onde iria acontecer a abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tokyo 2020 Crédito: Bruno Ruas/Fotoarena/Folhapress
Os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, adiados para 2021 por causa da pandemia do novo coronavírus, custarão pelo menos mais US$ 2,4 bilhões (R$ 13,2 bilhões na cotação atual). Esse é o valor divulgado nesta sexta-feira pelo Comitê Organizador Local (COL), que se reuniu com autoridades do governo do Japão e da região metropolitana de Tóquio.
O custo extra é explicado pelos gastos gerados pelo adiamento do evento olímpico (R$ 8,46 bilhões) e pelo investimento necessário para garantir todas as medidas de saúde exigidas (R$ 4,75 bilhões). E o custo final dos Jogos Olímpicos pode ser ainda maior, segundo os organizadores, que preveem um orçamento adicional de reserva de R$ 1,34 bilhão.
Essas despesas a mais no orçamento chegam em um momento em que os organizadores dos Jogos e as autoridades japonesas começam a criar um entusiasmo para a realização da primeira Olimpíada adiada no pós-guerra, insistindo que este evento pode acontecer no próximo ano, mesmo se a pandemia da Covid-19 não estiver sob controle.
Mas o aumento das despesas pode piorar a opinião pública no Japão, onde sondagens realizadas há poucas semanas mostraram que uma maioria da população é a favor de um novo adiamento ou do cancelamento dos Jogos.
De acordo com o Comitê Organizador, os custos adicionais dos Jogos serão divididos entre o governo japonês, a cidade de Tóquio e o próprio COL. "As despesas a mais foram calculadas de acordo com a promessa de divisão de papéis (da preparação da Olimpíada) de 2017", afirmou Toshiro Muto, CEO do Comitê Organizador, em entrevista coletiva após a reunião desta sexta-feira (4).

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