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Talk Imóveis: reveja live sobre como será o imóvel ideal após a pandemia

O encontro virtual contou com a apresentação da editora de Imóveis & Cia de A Gazeta, Tatiana Paysan

Publicado em 23/07/2020 às 13h29
Atualizado em 23/07/2020 às 18h49

O Talk Imóveis desta quinta-feira (23) teve o seguinte tema: "Como será o imóvel ideal depois da pandemia?". O encontro virtual contou com a presença do arquiteto e diretor da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES), Lucas Weber, e do CEO da Perplan Urbanização, Ricardo Telles. O economista e comentarista da CBN, Teco Medina, participou da discussão e conduziu o bate-papo.

De acordo com Teco, o cenário atual que vivemos vai transformar o comportamento das pessoas. "Essa pandemia criou uma nova relação entre todos nós e a nossa casa. Para muitos é uma relação de amor e outros é de ódio. A gente descobriu um monte de coisa que deveria ter feito e não fez. Depois disso, vamos ter uma relação bem diferente em tudo que envolve a nossa casa", observou.

Diante da pandemia, itens que eram luxos se tornaram essenciais, segundo Lucas. O especialista destacou no debate que é muito gratificante participar como profissional dessa revolução das moradias. "Inicialmente, a primeira coisa que a gente percebeu foi a questão do home office. As pessoas não estavam preparadas para trabalhar de casa", observou Lucas, acrescentando que outra demanda que apareceu foi a de adaptar a moradia pensando na qualidade de vida.

Lucas Weber

Arquiteto e diretor da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES)

"Não gosto de projetar pensando nos espaços. A gente tem que pensar no que as pessoas gostam de fazer, quais são as atividades da casa. Quando isso é definido, os espaços acabam sendo uma consequência. A varanda, por exemplo, é uma área gourmet ou um local onde os filhos brincam. Quando você pensa na divisão da casa, você pensa esses espaços para utilizá-los e flexibilizá-los."

Ricardo também reforçou a necessidade dos espaços serem flexíveis. De acordo com ele, o espaço social, por exemplo, envolve a cozinha, sala e varanda como um ambiente único. A segmentação dos espaços vai perdendo força. "Plantas flexíveis com um jogo de possibilidades me parece que é um dos caminhos."

Ainda segundo o especialista, há tendências que já vinham se apresentando, mas se fortaleceram com a pandemia. É o caso de ter varandas gourmet.

Ricardo Telles

CEO da Perplan Urbanização

"Há alguns anos várias pessoas estão se especializando em cozinhar para os amigos. Tem muita gente fazendo curso, homens e mulheres. Com a pandemia, todo mundo parou de ir em restaurante e em bar e, agora, cozinha para os amigos."

Ricardo evidenciou ainda que há um movimento de se ter uma segunda residência para levar a família e curtir momentos de lazer. "O turismo nacional e a segunda residência, seja ela de campo ou de praia, também ganha força porque, de fato, as pessoas estão voltando para os seus países. Já foi mais fácil fazer viagem para o exterior, agora está caro. Vamos fazer turismo aqui por perto mesmo", acrescentou.

Decoração minimalista

Outro ponto forte no debate foi em relação à decoração dos imóveis. De acordo com Lucas, as casas precisam ser mais aconchegantes e contar com uma mobília de fácil limpeza. "É a volta do minimalismo e a volta da preocupação da decoração mais aconchegante. As pessoas estão querendo fugir do muito moderno, muito branco", pontuou, finalizando que a arquitetura sensorial vai ser importante com a questão do toque e do cheiro no pós-pandemia.

A apresentação e a mediação das perguntas do encontro ficou por conta da editora de Imóveis &Cia de A Gazeta, Tatiana Paysan. No vídeo disponível no começo desta matéria é possível assistir ao debate completo. Confira!

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