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Novas medidas

Governo quer mais recursos para crédito imobiliário para classe média

Segundo o presidente, a medida é importante para impulsionar as contratações pela classe média, no âmbito de Minha Casa, Minha Vida

Publicado em 04 de Agosto de 2025 às 11:58

Agência Brasil

Publicado em 

04 ago 2025 às 11:58
Como fica o crédito imobiliário com a alta da Selic?
Ainda é possível encontrar crédito imobiliário com juros menores que 8% ao ano Crédito: Shutterstock
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou que a equipe de governo e o Banco Central encontrem alternativas de financiamento para o setor imobiliário, em meio a saques da caderneta de poupança, que é a principal fonte de recursos para crédito habitacional no país. 
Segundo o presidente, a medida é importante para impulsionar as contratações pela classe média, no âmbito de Minha Casa, Minha Vida. Lula defende soluções criativas para reduzir déficit habitacional.
“Nós fizemos uma reunião, dois meses atrás, em junho, e decidimos apresentar o maior programa habitacional da história deste país. Não só casa para os pobres, mas casa para classe média. Casa para um cidadão que trabalha, que ganha até R$ 12 mil, esse cara também tem direito a casa”, disse Lula durante cerimônia de entrega do Minha Casa, Minha Casa, no Palácio do Planalto.
No acumulado de 2025, a caderneta já teve resgate líquido de R$ 49,6 bilhões. A caderneta de poupança teve entrada líquida de R$ 2,1 bilhões em junho. Este é o segundo mês seguido de resultado positivo na poupança, após os quatro primeiros meses do ano de retiradas. No acumulado de 2025, a caderneta tem resgate líquido de R$ 49,6 bilhões.
Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas da poupança foram R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. Entre as razões para os saques está a manutenção da Selic – a taxa básica de juros – em alta, o que estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho.

Limites

De acordo com o ministro Jader Filho, uma das sugestões é a liberação dos depósitos compulsórios da poupança. Hoje, o Banco Central exige dos bancos o recolhimento compulsório de 20% sobre os recursos de depósitos de poupança. A ideia é que o percentual seja reduzido, o que liberaria mais recursos para o crédito imobiliário.
Nesse sentido, para Jader Filho, 80% do dinheiro deve ser direcionado, exclusivamente, para contratos de habitação e com limite na taxa de juros.
“Eu já disse isso ao presidente Galípolo, na última reunião que tivemos, que o Ministério das Cidades compreende que tem que ter essas duas condições para que a gente possa fazer esse lançamento. Ou a gente lança desse jeito ou a gente não deveria lançar, se não tiver essas duas travas”, destaca.
Segundo ele, os juros não podem ficar liberados para que esse recurso possa ser dado, "porque nós temos que entender que temos um foco na questão da habitação. Nós temos que buscar a classe média que tem, hoje, dificuldade de alcançar financiamento […], estão faltando recursos para financiamento para classe média".
Ainda, de acordo com o ministro, um novo diálogo deve ser estabelecido com o Banco Central, em reunião com a participação do presidente Lula e do presidente Galípolo. “O foco desse recurso, já que é um recurso limitado que nós temos hoje, que ele seja liberado para a habitação, e não para outras frentes como, por exemplo, construção de shopping centers e outros empreendimentos”, argumenta.

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